Segundo maior colégio eleitoral do Estado,
Vila Velha está se projetando como local que pode ser decisivo para os candidatos a governador que disputam o segundo turno. Na primeira fase,
Renato Casagrande (PSB), candidato à reeleição, ficou praticamente em “empate técnico” com
Carlos Manato (PL).
No dia 2 de outubro, o candidato socialista chegou na frente com 43,8% dos votos válidos (110.236 votos). Seu oponente, o bolsonarista Manato, teve 42,49% das preferências, com menos de 4 mil votos abaixo: 106.933.
O desafio dos dois finalistas é arrebatar os votos distribuídos entre os demais candidatos, principalmente
Audifax Barcelos (Rede) e
Guerino Zanon (PSD). Em Vila Velha, ao contrário do resultado do Estado, o terceiro colocado foi o ex-prefeito da Serra, escolhido por 22.041 eleitores (8,76% dos votos válidos).
Na sequência, vem o ex-prefeito de Linhares, que chegou na terceira posição no primeiro turno, mas ficou na quarta colocação em Vila Velha. Guerino, com 8.237 votos, alcançou 3,27% no segundo maior colégio eleitoral do ES (o maior é a Serra).
E se tiverem disposição, ainda mais numa disputa acirrada como é o segundo turno, Casagrande e Manato podem conseguir a preferência dos eleitores de Aridelmo Teixeira, do Novo, com 3.243 votos (1,29%); Capitão Sousa (PSTU), com 785 votos (0,31%); e até o mais nanico de todos, Cláudio Paiva, que disputou pelo PRTB e recebeu apenas 200 votos (0,08% dos votos válidos).
Perceba que estamos falando da disputa por votos válidos em Vila Velha, que foram 251.675 no total. Os dois finalistas do segundo turno ainda estão na briga pelos 13.613 nulos, 11.848 brancos e pelo oceano de votos que não foram depositados na urna eletrônica,
a famosa abstenção.
Foram 58.914 eleitores que não compareceram às urnas, perfazendo 17,43% de abstenção. É muito voto. Haja emoção!