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Leonel Ximenes

Cerveja capixaba de mandioca concorre a prêmio nacional

O caldo da raiz ficou sete meses no barril de carvalho para que a bebida fosse produzida

Publicado em 06 de Março de 2023 às 11:25

Públicado em 

06 mar 2023 às 11:25
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

A cerveja de mandioca é leve, seca e bem carbonatada. Tem sabor de fruta amarela cítrica e toque amadeirado de barris de carvalho
A cerveja de mandioca é leve, seca e bem carbonatada. Tem sabor de fruta amarela cítrica e toque amadeirado de barris de carvalho Crédito: Divulgação
O desafio estava lançado: fazer uma cerveja artesanal tipicamente brasileira. E esse foi o objetivo de três cervejarias artesanais localizadas na zona rural de Venda Nova do Imigrante ao produzirem a Mani Kuãi, que significa “cerveja” e “mandioca” em tupi-guarani.
Para fazer a bebida, o caldo da mandioca, a manipueira, ficou sete meses no barril de carvalho. A produção da Piwo Cervejaria Rural, em parceria com a Cervejaria Aurora e o Laboratório de Fermentados nas Montanhas do Espírito Santo (Botânica Fermentaria), é inédita no Estado e concorre a um prêmio nacional no Festival Brasileiro da Cerveja, um dos mais importantes eventos nacionais do segmento que será realizado nesta semana (8 a 11) em Blumenau, Santa Catarina.
“Um dos alimentos mais típicos do Brasil é a mandioca. Os índios, inclusive os de Aracruz, no Norte do Estado, fabricam o cauim, bebida alcoólica que eles consomem. Nós pesquisamos sobre as técnicas utilizadas por eles e decidimos fazer a nossa cerveja. E na primeira tentativa deu certo”, comemora Tedesko Almeida, um dos proprietários da Piwo, onde a cerveja é comercializada.
A matéria-prima para fabricar a Mani Kuãi é cultivada e colhida no quintal da própria cervejaria Piwo, no distrito de Viçosinha. A cerveja utiliza levedura selvagem, ou seja, é feita com insumos e microrganismos típicos do local e, por isso, impossível de ser reproduzida em outros ambientes.
A cervejaria Piwo concorre também com a “Alto Caxixe”, bebida feita à base de amora
A cervejaria Piwo concorre também com a “Alto Caxixe”, bebida feita à base de amora Crédito: Divulgação
“Eu vi a entrevista de um americano dizendo que o Brasil tem muitos insumos típicos daqui que poderiam gerar cervejas especiais. Lembro de ele destacar que nós não precisamos comprar insumos fora porque temos raridades aqui para fazer bebidas diferenciadas. Daí pensei: por que não fazer uma cerveja à base de mandioca, alimento tipicamente brasileiro e consumido por muitos? Fui pesquisar, encontrei a bebida indígena e resolvemos fazer a nossa cerveja também”, destacou Tedesko.
A Wild Beer da Piwo feita com mandioca é uma cerveja leve, seca e bem carbonatada. Tem sabor de fruta amarela cítrica e toque amadeirado proveniente de barris de carvalho. “Uma bebida refrescante, muito saborosa e leve. Lembra champanhe. Eu que gosto de coisas diferentes, adorei. Está superaprovada”, comentou a jornalista e advogada Marcelle Altoé
Sede da cervejaria Piwo, na zona rural de Venda Nova do Imigrante
Sede da cervejaria Piwo, na zona rural de Venda Nova do Imigrante Crédito: Divulgação
A Piwo Cervejaria Rural também fabrica cerveja artesanal à base de café, jabuticaba e amora, tudo colhido no quintal da casa da família, onde fica a cervejaria.
A cervejaria de Venda Nova é a única capixaba a participar do Festival Brasileiro da Cerveja. Além da cerveja de mandioca, a Piwo concorre com a “Alto Caxixe”, bebida feita à base de amora, e com a “Califórnia Common”, cerveja maltada. Mais de 4 mil cervejas do Brasil concorrem a prêmios no concurso em Santa Catarina.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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