Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Cidade do ES sem petróleo é homenageada em navio da Petrobras

Fabricado na Coreia do Sul, navio ultramoderno e sustentável ecologicamente recebe nome do município capixaba

Publicado em 24 de Junho de 2022 às 16:56

Públicado em 

24 jun 2022 às 16:56
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O Suezmax DP2 Eagle Colatina é o primeiro de três navios Eco Type construídos para a Petrobras
O Suezmax DP2 Eagle Colatina é o primeiro de três navios Eco Type construídos para a Petrobras Crédito: Petrobras/Divulgação
Ele chegou recentemente do estaleiro da Coreia do Sul para a Petrobras, é moderno, considerado ecologicamente sustentável, mas, para os capixabas, o que chama mesmo a atenção no navio Suezmax DP2 Eagle Colatina é o nome da cidade do Noroeste do Estado. E por que tamanho deferimento à cidade que nem petróleo tem? 
A explicação oficial não avança muito: “A empresa selecionou várias cidades brasileiras que começam com C e fizeram uma votação interna, sendo o nome Colatina escolhido com mais votos”, afirma a petroleira que está no alvo do governo Bolsonaro e seus aliados.
Mas a coluna apurou que há outro motivo, de caráter mais científico, no batismo da embarcação, embora Colatina não tenha uma só gota de petróleo para chamar de sua. Segundo uma fonte da prefeitura, a Princesinha do Norte não tem petróleo, mas geologicamente é relevante para a produção do chamado “ouro negro”.
A fonte revela que uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) mostrou que existe uma placa tectônica, que passa por Colatina, onde foi descoberto petróleo. Este conjunto de lineamentos, como é chamado pelos especialistas, se inicia no Sul de Vitória, passa pela cidade de Colatina e por Pancas, e termina no Noroeste, no limite com Minas Gerais.
Segundo os estudos, esta feição tectônica teria se originado no período neoproterozoico e, durante a idade paleozoica, teria sido reativada, sofrendo movimentos de cisalhamento, um fenômeno que provoca deslocamento.
Há 40 milhões de anos, o movimento das placas tectônicas contribuiu para o fechamento dos oceanos primitivos. Essa água evaporou-se e minúsculos vegetais marinhos se depositaram no fundo dos mares. Por meio de decomposição – e também de aumento na pressão e na temperatura -, o material orgânico desses microorganismos deu origem ao petróleo.
E há ainda uma terceira explicação, de natureza mais sentimental, para que o navio tipo Eco Type, mais sustentável ecologicamente, recebesse o nome Colatina. De acordo com o prefeito Guerino Balestrassi, há um técnico colatinense que trabalha no estaleiro sul-coreano onde foi construída a embarcação de 155 mil toneladas de porte bruto. Por influência desse profissional, o navio teria sido batizado em homenagem à cidade do Noroeste do ES.
Seja qual for o motivo, Colatina merece a homenagem. Que tal também reflorestar a devastada região Noroeste e cuidar com mais carinho e respeito do Rio Doce? A cidade merece também essas homenagens.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Viagens no trem de passageiros de Vitória a Minas são retomadas nesta terça (21)
Homem querendo fazer xixi
Acordar para fazer xixi à noite é normal? Urologista explica sinais de alerta
Imagem de destaque
5 pratos da culinária mineira irresistíveis e fáceis de preparar 

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados