Em janeiro de 2020, Iconha sofria a maior enchente da sua história, destruindo casas, estabelecimentos comerciais e sonhos. Cinco pessoas morreram. Hoje, cinco anos depois, a mesma população sofrida da cidade do Sul do Espírito Santo vai ter que arcar com mais um ônus. Na realidade, dois: o pagamento do tíquete-alimentação e até o tíquete-feira dos seus nobres vereadores.
Com a aprovação do projeto, por seis votos a dois, os vereadores de
Iconha passarão a receber, mensalmente, um auxílio de alimentação no valor de R$ 450 e, como se não bastasse, terão direito também a um tíquete-feira de R$ 50, totalizando R$ 500 em benefícios extras, além do salário de R$ 6.642,38.
A concessão dos dois benefícios foi aprovada na sessão desta terça-feira (25) da Câmara Municipal, composta por nove parlamentares. Votaram a favor da mordomia seis vereadores: Dercelino Mongin (PP), Marcelo Zucatelli (MDB), Professora Carmelita Lapa (PP), João Morello (Podemos), Fabio Dalbom (PSB) e Denivan Coutinho (Republicanos). Dois votaram contra: Alessandro Gomes de Melo (União Brasil) e Alessandra Paganini Lourencini (União).
O presidente da Casa, Moisés Marchiori (Republicanos), embora não tenha votado por imposição do Regimento Interno da Câmara, foi um dos signatários do projeto, que é da mesa diretora.
Aliás, logo após o encerramento da votação e aprovação do projeto, Marchiori ironizou os dois parlamentares que não votaram favoravelmente à matéria e impediu, por duas vezes, que um deles - Alessandro Gomes de Melo - justificasse seu voto contrário (veja o vídeo abaixo que acabou viralizando na cidade).
Na mesma sessão, o parlamento municipal também aumentou o valor das diárias dos vereadores, em caso de viagem.
A Câmara tem duas sessões por mês, mas em janeiro é o período de férias (deve ser muito cansativo ser vereador em Iconha) e em dezembro os vereadores se reúnem em apenas uma ocasião.
Iconha sofre. Mais uma vez.
VOTARAM A FAVOR DOS TÍQUETES
VOTARAM CONTRA OS TÍQUETES