Clima de paz e amor na prestação de contas de Casagrande. Mais uma vez
Leonel Ximenes
Clima de paz e amor na prestação de contas de Casagrande. Mais uma vez
Até os parlamentares de oposição ficaram "comportados" durante a sessão especial
Publicado em 06 de Julho de 2021 às 19:59
Públicado em
06 jul 2021 às 19:59
Colunista
Leonel Ximenes
lximenes@redegazeta.com.br
O governador Casagrande mostrou bom humor junto aos deputados Erick Musso (Republicanos), Marcelo Santos (Podemos), Dary Pagung (PSB) e Coronel Quintino (PSL)Crédito: Bruno Fritz
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. A prestação de contas de Renato Casagrande (PSB), nesta terça (6), durou quatro horas e meia. Mas, mais uma vez, o governador foi poupado de críticas e discursos mais incisivos. O socialista pode ir pra casa tranquilo tomar seu capelete para aquecer o inverno. O calor que ele poderia ter passado na Assembleia não aconteceu.
Casagrande lembrou dos obstáculos ao longo da sua gestão: das enchentes à pandemia. Com maioria na Casa, o governador disse, com todas as letras, que o Legislativo é parceiro e destacou outra guerra infinita que ele enfrenta: a das fake news.
ENTRE AMIGOS
Vários deputados agradeceram e parabenizaram o governador pela sua gestão.
DURO NA QUEDA
O governador ficou o tempo todo em pé e não precisou ir ao banheiro.
MINUTO A MINUTO
O socialista avisou pelo Twitter que compartilharia os principais trechos do seu discurso.
FROTA OFICIAL
Dez vagas do estacionamento da Assembleia foram destinadas para o governador e sua comitiva.
GOVERNO ITINERANTE
Estiveram presentes no plenário, além da vice-governadora Jacqueline Moraes, os seguintes secretários: Álvaro Duboc (Secretaria de Estado de Economia e Planejamento), Gilson Daniel (Secretaria de Governo), Rogélio Pegoretti Fazenda), Nésio Fernandes (Saúde), Vitor de Ângelo (Educação), coronel Alexandre Ramalho ( Segurança Pública), Luiz César Maretto (diretor-presidente do DER), Fábio Damasceno (Mobilidade Urbana), Tyago Hoffmann (Inovação e Desenvolvimento), Flávia Mignoni (Superintendência de Comunicação) e Davi Diniz (Casa Civil), que foi o escolhido para compor a mesa.
O CORDÃO DE CASAGRANDE...
Já nas redes que transmitiam a prestação de contas, servidores do governo do Estado comentavam, efusivamente, a fala do chefe do Executivo.
ESPAÇOSOS
O número de integrantes foi maior do que o comunicado anteriormente pela Assembleia. Só poderiam 10, mas...
DA TRIBUNA AO PÚLPITO
O deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido) invocou o Salmo 90:12 na abertura da sessão especial. “Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.”
NO REINO DA MENTIRA
Casagrande destacou que o governo teve de enfrentar, ao longo da pandemia, mentiras criadas por quem queria gerar mais dificuldades no combate à Covid-19. “Fake News infinitas”, frisou. A solução, segundo o governador, foi procurar o Judiciário para travar esse embate.
GATO ESCALDADO
Talvez esperando algum tipo de ataque da oposição, sobre a questão da investigação da compra de álcool 70 com indícios de superfaturamento, o socialista partiu para o que ele elencou como “dever de casa” feito pela gestão.
COINCIDÊNCIA?
A prestação de contas do governador, inclusive, aconteceu num momento em que nenhum município capixaba está dentro do nível alto da matriz de risco da Covid-19.
OUTRA COINCIDÊNCIA?
Casagrande avisou que irá a Boa Esperança nesta sexta-feira (9). O município está em pleno movimento de campanha eleitoral, por causa do pleito suplementar para prefeito.
O FUTURO EM JOGO
Educação é um desafio grande para o Espírito Santo, segundo o governador, por causa dos efeitos da Covid-19.
VIOLÊNCIA PRESENTE
Casagrande ainda disse que os números da violência envergonham.
FIDEL CASAGRANDE CASTRO
Casagrande prometeu que faria um discurso breve, mas foram mais de 40 minutos de falatório.
PACIÊNCIA, POIS
E avisou: vai demorar ainda para chegar à normalidade por causa da pandemia
CITOU O EX-AMIGO
O governador falou que ele e Paulo Hartung (nome e sobrenome citados por Casagrande) fizeram investimentos ao longo de suas gestões no Espírito Santo.
LAMAS PRESENTE!
Bruno Lamas (PSB), um dos mais efusivos deputados da base aliada, soltou um “tô aqui”, para ser encontrado pelo governador. E não houve, de início, o entendimento por parte do governador de que a pergunta dele tinha sido finalizada.
DE$LIGA ISSO!
O ar-condicionado nas costas do governador o incomodou. Ele pediu para reduzir a ventilação atrás dele. “A idade não ajuda muito”, brincou. E ainda tem a tarifa de energia elétrica, né?
MANSO
Foi uma surpresa: o deputado Capitão Assumção (Patriota) fez pergunta ao governador sem aumentar o tom de voz.
A TURMA DO FUNDÃO
Depois de quase três horas de prestação de contas, Damasceno, De Ângelo, Duboc e Ramalho se encostaram na parede para acompanhar a sessãoCrédito: Foto do leitor
ME INCLUI FORA DESSA
Carlos Von (Avante), deputado da chamada bancada independente, pediu para que o governo pagasse as emendas dos parlamentares que não estão na base. O governador jogou a bola para o secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz.
DISQUE-CORRUPÇÃO
Casagrande ainda disse para Von que o parlamentar, quando souber de indícios de corrupção, tem que denunciar. E falou que está à disposição caso tenha algo concreto. Mas salientou que as atuais informações que circulam sobre supostas corrupções no Estado são fake news.
EU, HEIN...
O deputado José Esmeraldo fez chamada nominal de todos os secretários presentes. E ainda chamou o secretário Ramalho de “armário”. Há testemunhas.
ENTENDERAM?
Iriny Lopes falou "todes", expressão dedicada a pessoas não-binárias.
NADA A COMENTAR
Theodorico Ferraço (DEM) quis saber a opinião do governador sobre o fechamento das comarcas pelo TJES. Diplomaticamente, Casagrande disse que é chefe de um Poder, que respeita as decisões do outro e que está buscando ações para ajudar o Judiciário.
VIVA JACQUELINE!
Erick quebrou o protocolo e ofereceu a palavra à vice-governadora Jacqueline Moraes. Pelo avançar da hora, ela agradeceu, mas abriu mão do discurso.
LIÇÃO DE CASA
A propósito, vale uma declaração do Teco Medina, especialista em finanças, em debate promovido nesta terça (6) na CBN Vitória: "O país seria melhor se a gente fosse mais Espírito Santo e menos Rio de Janeiro".
Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.