O governo do Estado, promotor do evento, diz que todos os prefeitos foram convidados para a festa. Na ausência de Pazolini, quem hasteou a bandeira da Capital, antes do desfile militar, foi o coronel Penalva, comandante do 38º Batalhão de Infantaria.
“O prefeito [Pazolini] deve ter tido outro compromisso mais importante”, disse o governador
Renato Casagrande (PSB), com uma ponta de ironia, em conversa com a imprensa. O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), foi e ficou ao lado do governador na cerimônia de hasteamento das bandeiras.
A coluna, por duas vezes, indagou a Pazolini por que ele não foi ao desfile na Avenida Beira-Mar, em Vitória, mas o prefeito ainda não respondeu.
A ausência de Pazolini em um momento tão importante e simbólico da vida nacional é mais um capítulo das relações tensas que o prefeito mantém com Casagrande, seu adversário político.
Outro episódio desse novelão
aconteceu no Sambão do Povo, no Carnaval, quando o prefeito foi a estrela solitária da cerimônia de entrega das chaves da cidade ao Rei Momo, sem a presença do governador, como é tradição.
Coadjuvando o prefeito estava o presidente da Assembleia e seu aliado, Erick Musso (Republicanos), que também não apareceu no desfile do 7 de Setembro. Casagrande diz que não foi convidado para a cerimônia simbólica no Sambão.
Ou seja, o que era pra ser uma data cívica de união entre brasileiros e capixabas se transformou em um ringue para a luta política entre desafetos. Neste caso, está mais para morte (da convivência democrática) do que independência. Certo, dom Pedro?