Reduto das filhas de aristocratas da época, o tradicional Colégio Maria Mattos, fundado em 1932, será desapropriado pela Prefeitura de
Anchieta pelo valor de R$ 5,1 milhões. Localizado no centro histórico da cidade do litoral sul do Estado, o prédio, em estado precário, será restaurado para servir de local para eventos oficiais e abrigar serviços públicos.
Considerado um dos primeiros colégios do interior do Espírito Santo, o Maria Mattos foi construído por iniciativa de um anchietense, o então arcebispo de Mariana (MG), dom Helvécio Gomes de Oliveira, que deu à instituição o nome de sua mãe. Segundo consta, o prelado, que morreu em 1960, ajudou financeiramente na construção da escola.
Alunas de todas as partes do
Brasil vinham estudar no Maria Mattos, onde ficavam internadas e eram educadas pelas Irmãs Carmelitas da Divina Providência, até hoje proprietárias do imóvel.
O prédio está localizado no centro da cidade, próximo ao Santuário Nacional de São José de Anchieta. Infelizmente, grande parte do imóvel histórico está em desuso e sendo destruída pelo tempo, como por exemplo, o teatro anexo. A solenidade para firmar oficialmente o acordo de desapropriação do imóvel será realizada nesta terça (14), às 9h30, no próprio espaço da instituição.
As primeiras irmãs carmelitas que chegaram a Anchieta, no início do ano de 1932, foram a madre superiora Maria Zélia do Santíssimo Sacramento, diretora do colégio, e as irmãs Maria de João Evangelista e irmã Maria Celeste de São Simão Stokler, que vieram em companhia da superiora-geral da congregação, Maria Madalena de Pozi.
Em março desse mesmo ano, as religiosas iniciaram os trabalhos na primitiva escola, com a matrícula de 35 alunos. Elas ficaram morando numa pequena casa, em Anchieta.
Em 12 de junho de 1938, foram lançadas as pedras fundamentais para a construção do novo Colégio Maria Mattos com a presença do Capitão João Punaro Bley, interventor federal do
Estado, e várias autoridades estaduais, municipais, militares, civis e eclesiásticas, além do povo.
Como escola católica, a Maria Mattos funcionou até 1995. A partir daí, entrou em declínio. Que os bons tempos do imóvel sejam resgatados.