A coligação que apoia a candidatura de
Lula à Presidência da República apresentou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 15 ações contra o presidente
Jair Bolsonaro (PL), seus filhos e aliados por “desinformação na internet”. Entre os alvos da ação está o candidato a deputado federal pelo Espírito Santo Dárcio Bracarense (PL).
Segundo o UOL, no total, as ações da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) pedem a retirada de mais de 200 publicações de redes sociais como
Twitter, Facebook, Instagram, Kwai, Gettr, YouTube, TikTok, Telegram e sites.
Bracarense está sendo processado porque é acusado pela coligação lulista de "insuflar e fomentar a narrativa de falta de confiabilidade no Sistema Eleitoral por falsa menção ao
Partido dos Trabalhadores".
Há cerca de uma semana, em seu perfil no Instagram, o candidato questionou as agências de checagem por não terem esclarecido o motivo de, supostamente, um QR Code trazer as expressões “LULA” e “PT”, sugerindo possível favorecimento ao candidato petista.
O candidato alega que só estava exercendo um direito democrático e recusa a acusação de ter espalhado “desinformação na internet”. “Eu sei que, ao contrário do que estava circulando por aí, que o QR Code não transfere votos, eu sei que isso é fake news. Mas só questionei a veracidade às agências de checagem. Não se pode mais questionar?”, reclama Bracarense, um dos mais fiéis aliados de Bolsonaro no Estado.
Bracarense está sendo defendido pela advogada Karina Kuffa, a mesma que defende Jair Bolsonaro, o seu filho Eduardo e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) em algumas ações.
Também são alvo da ação da coligação de
Lula no
TSE os parlamentares Carla Zambelli (PL-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Coronel Tadeu (PL-SP); o ministro das Comunicações, Fábio Faria; e os jornalistas Milton Neves, Silvio Navarro e Kim Paim.