Duas cidades capixabas que conseguiram segurar por mais de 45 dias a
pandemia do coronavírus estão enfrentando um grande desafio, com a explosão de casos da doença repentinamente:
Baixo Guandu, na divisa com
Minas Gerais, e
Ecoporanga, no extremo Noroeste. E as duas já identificaram onde está o problema.
Em Ecoporanga, que esta semana decretou
lockdown, isto é, o fechamento total do comércio, a teimosia de uma família da primeira pessoa detectada, que se recusou a fazer quarentena, ajudou a espalhar o vírus.
A pessoa mora no interior do município e foi diagnosticada no dia 10 de maio após receber a visita de um parente do
Rio de Janeiro que trabalha em uma das plataformas da
Petrobras cujos petroleiros foram postos em quarentena. Em dez dias, Ecoporanga acumulou 28 casos.
Já em Baixo Guandu, todo o trabalho da prefeitura foi posto a perder por um cidadão, motorista de van, que fez uma viagem a
São Paulo. Ele não observou os cuidados necessários, voltou para a cidade capixaba, saiu entregando mercadorias pessoalmente em várias lojas, bebeu no boteco, jogou futebol e saiu abraçando todo mundo porque é muito popular. Depois que sentiu os sintomas, o estrago já estava feito.
O primeiro caso em Baixo Guandu foi confirmado no dia 2 de maio e em menos de três semanas a cidade já tem 43 confirmações de coronavírus.
Em
Barra de São Francisco, por sua vez, os casos explodiram a partir da contaminação dos profissionais de saúde do hospital local por causa da falta de exame rápido numa paciente suspeita. Quando se descobriu, dezenas de servidores estavam com o coronavírus, levando até médico de grupo de risco a pedir licença.