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Leonel Ximenes

Conheça os bastidores da troca de comando da Segurança no ES

Roberto Sá, que será substituído pelo coronel PM Ramalho, não resistiu aos números crescentes de homicídios no Estado

Publicado em 06 de Abril de 2020 às 18:24

Públicado em 

06 abr 2020 às 18:24
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Secretário de Segurança Roberto Sá
O ex-secretário de Segurança,  Roberto Sá Crédito: Vitor Jubini
Foi no começo da tarde de hoje (6) que Renato Casagrande (PSB) bateu o martelo e decidiu chamar o coronel PM Ramalho para substituir Roberto Sá no comando da Segurança Pública do Estado. Os maus resultados da Sesp na contenção de homicídios foram determinantes para a decisão do governador.
Pessoas próximas ao governador já insistiam há algum tempo na necessidade de troca do secretário da Segurança. Casagrande ouviu com atenção as ponderações desses interlocutores e foi amadurecendo a decisão nos últimos dias, mesmo em meio à pandemia do coronavírus. Não havia tempo a perder - a Segurança Pública do ES agonizava a olhos vistos.
Os números são ruins desde agosto do ano passado, mas ficaram ainda eloquentes em março último, com o registro de 143 assassinatos no ES, o pior resultado para um mês desde fevereiro de 2017, por ocasião da greve da PM.
O quadro se tornou ainda mais grave neste fim de semana. O Estado assistiu a mais um banho de sangue: foram 20 assassinatos nestes dois últimos dias, sendo domingo, com 13 homicídios, o pior dia desde (novamente) desde fevereiro de 2017.

PELA SEGUNDA VEZ,  A QUEDA DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

O delegado da Polícia Federal Antônio Roberto Cesário de Sá caiu pela segunda vez do cargo de secretário de Estado da Segurança Pública. A primeira vez, foi no Rio de Janeiro, onde nasceu e mora. Curiosamente, a permanência, tanto na pasta fluminense quanto na capixaba, teve um prazo de validade menor do que 18 meses, ou seja, menos do que a metade do mandato do governador Casagrande.
No Rio de Janeiro, Sá esteve na pasta de outubro de 2016 a fevereiro de 2018. Saiu logo após o crescimento dos homicídios na capital fluminense, e em seguida à intervenção federal na área de Segurança do Estado vizinho. No ES, comandou a Sesp de janeiro de 2019 a abril de 2020. Um prazo de validade que se repetiu, infelizmente.

PROMESSAS QUE DEIXARAM DE SER CUMPRIDAS

De origem militar no Rio de Janeiro, sendo um “caveira” do Batalhão de Operações Especiais (o famoso Bope), o delegado federal Roberto Sá - que compunha o trio de delegados federais formado ainda por Luiz Carvalho Cruz (Sejus) e Álvaro Duboc (Planejamento) – prometeu mudanças importantes, que foram referendadas por Duboc, como o retorno do Batalhão de Missões Especiais (BME) e uma intensificação da ações de inteligência das Polícias, que entretanto não foram cumpridas ao longo da gestão do agora ex-secretário.
Embora tenha liderado o ano com menor crimes letais da série histórica do Espírito Santo, Roberto Sá mantinha, segundo policiais, um perfil mais tímido se comparado aos seus antecessores, como o coronel da reserva Nylton Rodrigues e o procurador André Garcia, um dos mais longevos no cargo.
Em momentos mais sensíveis em que houve a eclosão da violência, o secretário não aparecia em operações de saturação ou não  dava entrevistas, delegando para policiais civis e militares a missão.

O PERFIL DO NOVO SECRETÁRIO

Conhecido por Ramalhão, entre os mais próximos, o coronel que vai assumir a Sesp estava no comando da Secretaria Municipal de Segurança de Viana, onde foi bastante elogiado. “O coronel Ramalho é um estudioso, sabe planejar, vai para as ruas comandar operações todas as semanas, é disciplinado e tem visão estratégica de segurança”, elogia uma fonte que trabalhou com o militar.
Entre outras conquistas em Viana, o coronel Ramalho montou a Guarda Municipal da cidade e comprou todos os equipamentos para a corporação. Além disso, orientou o projeto da Escola Cívico-Militar que será implantada brevemente no município.
Ramalho, quando comandante do 1º Batalhão da PM (Vitória), teve papel preponderante no retorno dos policiais às ruas ao longo da greve da PM, em 2017. Policial operacional e que tem a tatuagem da PM estampada em seu braço, o coronel é reconhecido por sua dedicação forte ao trabalho, não importando o horário para dormir ou acordar.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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