Os números indicam que a
violência contra a mulher no ambiente doméstico vem aumentando durante o isolamento social decorrente da pandemia do novo coronavírus. Para orientar as mulheres em como se defender e buscar auxílio quando houver necessidade, residentes do Programa Multiprofissional em Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da
Ufes, fizeram a cartilha “Violência Contra a Mulher em Tempos de Quarentena”.
A publicação, que faz parte de um projeto do
governo federal que tem como meta fortalecer ações para o enfrentamento e a prevenção do novo coronavírus, lista os cinco tipos de violência doméstica aos quais as mulheres estão sujeitas:
* Física - É a agressão ao corpo, que pode acontece por meio de socos, empurrões, beliscões, chutes, mordidas ou ameaças pelo uso de armas;
* Psicológica - É a agressão verbal, ameaças e humilhação;
* Moral - É a utilização de palavras que ofendem, mentem e desqualificam;
* Sexual - É a prática do sexo sem consentimento, por meio de força ou ameaça, mesmo com seu próprio parceiro(a) ou companheiro(a);
* Patrimonial - É a que provoca danos, perdas ou retenção de bens materiais e valores que limitem a autonomia da mulher.
A violência doméstica, segundo a cartilha dos residentes da Ufes, se configura quando a violência é praticada dentro de casa. Ela gera sofrimento físico, moral, sexual, psicológico e pode ser praticada por pais, mães, irmãos, padrastos, madrastas e cônjuges, mesmo que eles não convivam na mesma residência. A publicação destaca que a violência contra a mulher é considerada uma violência de gênero.
Mas as mulheres não devem se calar se sofrerem violência. A cartilha da Ufes lista os locais onde elas podem denunciar e buscar ajuda.
Polícia Militar (190); Central de Atendimento à Mulher (180);
Ministério Público (127); Disque-Denúncia (181); Defensoria Pública Estadual (27-99837-4549 - WhatsApp); Plantão de Atendimento Especializado à Mulher no ES (27-3323-4045).
Além da cartilha “Violência Contra a Mulher em Tempos de Quarentena”, os residentes do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Ufes fizeram uma específica de prevenção à pandemia: “Prevenção Contra a Covid-19
Informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que as brigas entre casais tiveram aumento de 431%, enquanto o número de
feminicídio cresceu 22,2% durante esse período.