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Leonel Ximenes

Coronavírus: empresário faz comida e a distribui a moradores de rua no ES

Ele promete doar diariamente cinco marmitex ao sem-teto no entorno do bairro onde mora, em Itapoã, até o fim da crise

Publicado em 31 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

31 mar 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O marmitex distribuído ontem com moela, ovo frito e acompanhamentos
O marmitex distribuído ontem com moela, ovo frito e acompanhamentos Crédito: Foto do leitor
Um empresário de Itapoã, Vila Velha, não se conformou em saber que muitas pessoas em seu entorno não tinham sequer o que comer, ainda mais nesta época de ruas vazias e restaurantes com restrição de funcionamento por causa da pandemia de coronavírus. Ele resolveu agir: foi para a cozinha e fez comida suficiente para encher cinco marmitas descartáveis, que começou a distribuir a moradores de rua ontem (30).
Ele, que prefere não ser identificado, promete repetir a boa ação todos os dias enquanto durar a pandemia da Covid-19. O cardápio de ontem teve moela, batata-inglesa, batata-doce, inhame, arroz, feijão, ovo e farinha. Hoje (31) será alterado apenas um item: sai a moela, entra o frango; os demais ingredientes permanecem.
"Não precisa ser um movimento organizado. Tem que ser simples. Cada um faz de coração e ajuda quem mora na rua perto da sua casa"
Empresário - Sobre o sentido da doação
Experiente no mundo dos negócios do ramo alimentício, o empresário fez as contas e concluiu que o ato de caridade sai muito barato. O custo de cada marmitex, incluindo a embalagem metálica, sai em torno de R$ 2,80, fora o gás de cozinha.
Ele já recorreu às suas redes sociais para incentivar os seus seguidores e amigos a ter iniciativa semelhante. “Se você estiver em casa nestes dias, faça quatro marmitas de 400 gramas, seja no almoço ou no jantar, e dê um giro em seu bairro. Certamente vai encontrar moradores de rua sem nada pra comer”, destacou.
Não foi exatamente a religião que motivou o empresário, de 40 anos, a fazer esse trabalho social. “Assisti a uma live da XP [empresa de investimentos] e vi que a filantropia no Brasil é muito baixa. Eu estava incomodado de não poder contribuir de alguma forma e pensei numa forma de ajudar com custo baixo, segurança e a certeza de que a doação chegaria na ponta.”
"Procurei incentivar que as pessoas façam o mesmo. Uma ação de custo baixo e que realmente chega a quem precise"
Empresário - Sobre a corrente de solidariedade
O morador de Itapoã lembra que a filantropia é uma prática ainda muito incipiente no Brasil: “Neste momento precisamos mais do que nunca fortalecer a rede de solidariedade. A filantropia no Brasil é muito baixa, em torno de 0,25% do PIB. Nos EUA, gira em torno de 2% do PIB”.
Hoje ele pretende alterar a rota para distribuir as cinco marmitas para outros moradores de rua no bairro Itapoã. E com um reforço na cozinha: sua mulher, que é médica e ontem estava de plantão.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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