E o que teria em comum entre a pequena e pacata cidade do
Norte do Estado, mais afeita à produção de café conilon, coco e pimenta-do-reino, com a milenar cidade de Israel considerada sagrada para as três grandes religiões monoteístas - Cristianismo, Judaísmo e Islamismo? O parlamentar conseguiu uma conexão entre o remoto passado bíblico e o presente. A ela.
Segundo Marques, a fama de Rio Bananal é decorrente da encenação da Paixão de Cristo que é realizada há décadas na comunidade de São Paulo, no interior do município. E como Jesus Cristo foi crucificado e morto em Jerusalém, lá na Terra Santa…
“É um espetáculo ao ar livre que conta com a participação não só dos munícipes, como de centenas de atores de todo o país. Os trabalhos contam com a participação de 430 atores e 150 auxiliares de bastidores. O espetáculo retrata a vida de Cristo e ganhou o nome de ‘Nascimento, vida pública, paixão, morte e ressurreição de Cristo’", argumenta o deputado para justificar seu projeto de lei.
Além disso, Marques destaca a dimensão do espetáculo exibido na
Semana Santa em Rio Bananal: “A encenação se tornou uma das maiores e mais tradicionais do Espírito Santo, atraindo um público cada vez maior, vindo de todo o Estado e de Estados vizinhos como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. O público que assiste à encenação chega a ser de mais de 12 mil pessoas. São mais de 40 anos de tradição”.
O projeto está em tramitação e, depois de receber parecer favorável da Procuradoria da Assembleia, foi encaminhado para relatoria da
deputada Janete de Sá (PMN) para dar seu parecer. Portanto, falta pouco para o ES ter uma Jerusalém para ser chamada de sua. Uma caminhada burocrática que não deve ser uma via-crúcis para ser concluída com êxito.