Os deputados estaduais Carlos Von (Avante), Delegado Danilo Bahiense (sem partido), Torino Marques (PSL), Vandinho Leite (PSDB) e o hoje prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini Republicanos), questionaram em junho do ano passado uma sequência de compras sem licitação de álcool em gel e líquido, ocorrida em março e abril de 2020, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Curiosamente, é justamente
o período alvo da investigação da Operação Volátil, da Polícia Federal.
Os parlamentares encaminharam no dia 19 de junho de 2020 representação para o
Tribunal de Contas do Estado e para a Polícia Federal “em razão de robusto indício de prática de ato de gestão ilegítimo e antieconômico perpetrado em procedimentos de dispensa de licitação, para a contratação de álcool em gel e álcool líquido”.
No documento, os deputados questionaram cinco contratos feitos sem licitação. Um deles, no valor de R$ 6.360, foi feito junto a uma empresa que apresentava sede no
Estado do Rio de Janeiro, em local aparentemente residencial, cujos indícios levam à suposta fraude no processo de contratação por dispensa de licitação, de acordo com o parecer dos deputados.
Outro ponto levantado na representação foi o fato de que, analisando as licitações anteriores, havia uma diferença de 461% no valor do litro do álcool líquido entre as empresas contratadas e de 298% no valor do litro do álcool em gel.
Um fornecedor contratado, segundo a representação, foi vencedor em dois processos de compra, nos dias 3 de abril e 1º de abril, respectivamente, com variação no valor do litro do álcool de 161% (No primeiro processo de compra, o valor do álcool por litro foi adquirido a R$ 8 e, no segundo processo, o preço foi de R$ 20,90).