Bom Jesus, que faz divisa com o Estado do
Rio de Janeiro, e Pedro Canário, que tem como vizinho o
Estado da Bahia, não chegaram ao índice de 60% de cobertura vacinal na primeira dose, desempenho bem inferior à média do Espírito Santo, que já alcançou 82,55% da população imunizada na primeira fase da vacinação contra a Covid-19.
“Acredito que este quadro está mais determinado por características próprias da condição política local e da adesão da população a teses ‘antivax’ do que pela característica de serem municípios de divisa”, analisa Nésio.
Ele faz questão de ressaltar que em termos de logística, comunicação e relação com a
Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), não há diferença de tratamento com outros municípios. “A regra no Espírito Santo é: 94% da população apta, vacinou. Derrotamos o negacionismo, mas ele resiste”, lamentou.
Preocupado com as pessoas que ainda não procuraram ser vacinadas, o secretário estadual da Saúde faz um alerta. “Nosso apelo se dirige a todos: não existe razão para perder a vida por uma doença infectocontagiosa que já tem vacina disponível e altamente eficaz para casos graves e óbitos. Vacinar-se, para além de uma questão de consciência, é questão de instinto de sobrevivência da espécie. Nenhuma espécie se aniquila. Vacinar-se é ter amor-próprio”, observa.