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governo do Estado aumentou em 43,6% o gasto com o pagamento de jetons no ano passado em relação a 2018. Em 2019, foram pagos R$ 7.064.134,70 em jetons, ante R$ 4.918.651,88 desembolsados no ano anterior.
O
Detran-ES foi o campeão de jetons nos dois últimos anos. A autarquia pagou de remuneração extra R$ 2.579.407,10 em 2018, mas no ano seguinte seus conselheiros embolsaram 2.627.754,91.
No ano passado, primeiro do governo
Casagrande, o segundo colocado foi a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), que pagou R$ 1.571.910,74 em jetons. Em 2018, essa posição foi ocupada pela Junta Comercial, que gastou R$ 1.280.245,88 em bonificação.
Ainda em 2018, último da gestão de
Paulo Hartung, o terceiro órgão que mais pagou jetons foi a Secretaria Estadual de Educação (Sedu), que gastou R$ 489.417,33 com seus conselheiros. Em 2019, foi a Junta Comercial, com R$ 1.379.386,91.
Individualmente, quem mais recebeu jetom no ano passado foi Givaldo Vieira, diretor-geral do Detran-ES, que embolsou R$ 62.103,89 - média mensal de R$ 5.175. Em 2018, foi Maria José Cerutti Novais, conselheira da Sedu, que faturou R$ 59.397,69 - em média, R$ 4.949 por mês.
Por sinal, Givaldo Vieira continua faturando bem com essa remuneração extra. Além do salário normal de R$ 10.441,22 (valor bruto, segundo o Portal da Transparência do governo do Estado), o chefe do Detran-ES embolsou quase R$ 10 mil nos 45 dias de quarentena.
Em postagem nas redes sociais, a
ONG Transparência Capixaba comentou a matéria da coluna de ontem (19) sobre o pagamento de jetons durante a pandemia e criticou essa despesa extra: “Questionamos a real necessidade desses gastos, pois no momento em que toda a população precisa demonstrar resiliência, o Estado do ES dá um exemplo negativo de que nossos representantes seguem caminho inverso”.