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Leonel Ximenes

Desvendado o mistério dos “bonecos da morte” no interior do ES

Segundo moradores mais antigos, alegorias são uma tradição da Semana Santa que teria sido resgatada

Publicado em 03 de Abril de 2021 às 02:01

Públicado em 

03 abr 2021 às 02:01
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Os dois bonecos instalados no canteiro central da avenida em frente à Prefeitura de Itaguaçu
Os dois bonecos instalados no canteiro central da avenida em frente à Prefeitura de Itaguaçu Crédito: Divulgação
Apesar de vivermos tempos sombrios, não foi a tragédia da pandemia de Covid-19 que motivou alguém a instalar dois “bonecos da morte”, na calada da noite, em frente à Prefeitura de Itaguaçu, como mostrou a coluna na última quarta-feira (31/3). Moradores mais antigos da cidade dizem que se trata do "Pisquim", uma tradição da Semana Santa que ainda resiste em algumas localidades do país.
E que tradição é essa? Entre a noite da Sexta-Feira Santa e o Sábado de Aleluia, algumas comunidades faziam um boneco, representando o Judas, e o colocavam na frente da residência de algum morador. Junto da alegoria, ficava um papel, chamado "pisquim", com a relação de “malfeitos” daquela pessoa durante o último ano. A ironia, claro, às vezes dava confusão porque o escolhido não aceitava a “homenagem”.
A coluna consultou alguns sites sobre o folclore brasileiro. A explicação mais provável é que a palavra “pisquim” seja uma corruptela de “pasquim”, um folheto ou qualquer outra publicação satírica afixada em local público.
O site Morro do Moreno explica que no sábado da Aleluia aparecia no alto de um poste ou de uma árvore, próximo à igreja, um boneco representando Judas Iscariotes e um caderno. Nas anotações, era descrito, geralmente por meio de uma poesia, o Judas da comunidade, ou seja, o pior morador da localidade. Estas poesias satirizavam o traidor de Cristo e outros moradores que durante o ano haviam se comportado mal.
Curiosamente, no caso de Itaguaçu, a tradição foi antecipada em alguns dias, mas alguém não deve ter gostado da brincadeira e retirou os bonecos antes do amanhecer da quarta-feira (31). Apesar de estarem na principal avenida da cidade e em frente ao local de trabalho do prefeito Uesley Corteletti (Republicanos), não deu nem tempo para ver se os dois “bonecos da morte” eram portadores de algum papel com a relação de malfeitos.
Diante disso, que cada um faça seu “pisquim” mental. Não devem faltar nomes para receber a homenagem - em Itaguaçu e em todas as cidades do Espírito Santo.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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