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Leonel Ximenes

Do Uber à luta: Yamaguchi Falcão volta ao ringue em homenagem ao pai

Atual motorista de aplicativo, medalhista olímpico treina pesado todos os dias para novo desafio

Publicado em 06 de Junho de 2025 às 12:50

Públicado em 

06 jun 2025 às 12:50
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Touro Moreno saiu em defesa de Yamaguchi Falcão após derrota
Touro Moreno e Yamaguchi Falcão: família unida pelo boxe Crédito: Touro Moreno/Acervo Pessoal
Atual motorista de Uber, atividade que exerce para reforçar sua renda, o capixaba Yamaguchi Falcão, medalhista olímpico e dono de vários cinturões no boxe, está de volta aos ringues e em homenagem ao pai, o lendário Touro Moreno, de 87 anos de idade. Depois de quase dois anos parado, o pugilista treina pesado todos os dias para novo desafio.
O adversário ainda é segredo, mas o retorno às lutas já tem data marcada: dia 12 de julho, em Cariacica, na Copa Touro Moreno. Vai ser a primeira luta profissional de Yamaguchi no Espírito Santo em um evento que vai reunir grandes nomes do boxe.
"Aprendi a lutar com meu pai e sempre será um marco importante na minha carreira. Devo muito do que sou a ele e estou muito feliz em fazer minha primeira luta profissional no meu Estado e em homenagem ao meu pai", enfatizou Yamaguchi.
Medalhista olímpico, Yamaguchi Falcão trabalha como motorista de aplicativo
Medalhista olímpico, Yamaguchi Falcão trabalha como motorista de aplicativo Crédito: Jairo Smuller/Divulgação
Yamaguchi conquistou nove cinturões no boxe - oito internacionais -, fora a medalha de bronze nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Além de lutas profissionais, o capixaba também está envolvido em projetos sociais para ensinar o esporte para crianças, jovens e adultos.

TRAJETÓRIA DE TÍTULOS

A trajetória de Yamaguchi Falcão no boxe é daquelas que inspiram e emocionam. Filho do lendário Touro Moreno, precursor do boxe no Espírito Santo, Yamaguchi começou sua história nos ringues ainda criança. Aos 9 anos, já calçava as luvas nos treinos com o pai. Três anos depois, aos 12, conquistava seu primeiro título importante: o campeonato estadual.
A partir dali o talento falou mais alto. Com apenas 15 anos, foi convocado para a seleção brasileira, onde permaneceu por uma década — um feito raro em uma modalidade tão exigente. Durante esse período, acumulou experiência e medalhas, se consolidando como um dos principais nomes do boxe amador nacional.
Seu primeiro grande resultado internacional veio em 2011, com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Mas foi no ano seguinte, em Londres, que Yamaguchi entrou definitivamente para a história. Aos 25 anos, conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2012 — e não foi uma medalha qualquer.
Na luta que garantiu sua colocação no pódio, Yamaguchi superou ninguém menos que o cubano Julio de La Cruz Peraza, então favorito ao ouro e um dos boxeadores mais temidos da categoria meio-pesado. A vitória surpreendente mostrou ao mundo o que o Brasil já sabia: Yamaguchi Falcão era um nome para se respeitar no cenário internacional.
Após Londres, o capixaba iniciou sua carreira no boxe profissional, onde continuou fazendo história. Acumulou vitórias importantes em solo norte-americano e títulos internacionais, tornando-se o brasileiro com mais conquistas no boxe internacional - um marco que reforça sua posição de destaque entre os maiores pugilistas da história do país.
Sua trajetória inclui 24 vitórias, duas derrotas e um empate. Entre suas conquistas, destacam-se os cinturões da WBC Latino e da NABA na categoria supermédios, além de títulos regionais como o WBA Fedecaribe e o WBC Latino dos médios.
Sua disciplina, forjada nos treinos com o pai e lapidada em anos de seleção brasileira, é hoje sua marca registrada.  “Tudo que conquistei começou lá atrás, com meu pai. Ele me ensinou que o boxe não é só luta, é caráter, é respeito, é persistência”, afirma o atleta.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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