Assumindo o comando-geral logo nos primeiros dias do governo Casagrande, o coronel Barreto, que estava à frente da Diretoria de Finanças da PM, chegou com toda a confiança do socialista.
“Quero saudar o comandante Barreto e dizer que ele vai ajudar a fechar a ferida de 2017”, disse o governador, durante a solenidade de troca de comando da PM, em 4 de janeiro de 2019, quando Barreto sucedeu o coronel Alexandre Ofranti Ramalho, hoje secretário de Estado da Segurança Pública.
Não durou muito a estada de Barreto no posto mais importante da Polícia Militar.
Em novembro de 2019, por alegados motivos de saúde, o governo teve de fazer a primeira troca significativa na cúpula da segurança. Veio, então, no dia 18 de novembro de 2019, o coronel Márcio Eugênio Sartório, que estava na Diretoria de Saúde da instituição.
À ocasião, o governador relatou o seguinte sobre a troca de comando: “Queria agradecer ao comandante Barreto, que prestou um serviço extraordinário. Uma pessoa séria, decente, trabalhadora e que comandou com dedicação total a nossa Polícia Militar, essa grande instituição”, elogiou.
“A PM é uma das instituições mais respeitadas da nossa sociedade e quem a assume carrega toda essa responsabilidade. O coronel Sartório terá que exercer com muita dedicação e foi escolhido pelas características de comando, pela experiência, pelo lado operacional, pela convivência e respeito da tropa”, completou Casagrande.
A passagem de Sartório pelo cargo de maior hierarquia da PM foi mais breve do que a de Barreto. O pano de fundo para a sua queda, no dia 7 de abril de 2020, foi a maior crise de segurança do Estado, desde a greve dos militares.
Atualmente, Barreto é o corregedor da PM; Sartório, por sua vez, é o diretor de Finanças da instituição. Com tanta experiência na corporação militar, eles sabem que a função de comando é sinônimo de hierarquia, disciplina e lealdade. Ou não?