Levantamento feito pela
EDP, a pedido da coluna, mostrou que a quantidade de energia recuperada de furto no ano passado, nos 70 municípios capixabas atendidos pela concessionária de energia elétrica no Espírito Santo, daria para abastecer por um mês o município de Cariacica, a terceira cidade mais populosa do Estado com 353.510 habitantes (IBGE 2022).
Em 2024, a empresa fiscalizou 34.483 instalações com suspeitas de irregularidades, tais como manipulações ou desvios no medidor, recuperando, nas ações de combate ao furto de energia, 42,31 GWh.
E como furto é caso de
polícia, em 110 inspeções foi necessária a presença de peritos policiais, ocasionando na condução de 53 suspeitos à delegacia para a adoção de medidas legais após a constatação da prática de furto de energia elétrica.
E um aviso aos criminosos: ficou mais fácil identificar quem faz ligações clandestinas ou desvia energia, conhecidos popularmente como “gatos”. É que o sistema computacional da EDP detecta potenciais alvos de irregularidade por meio da análise dos diversos padrões de consumo dos clientes.
Esse mapeamento, explica a concessionária, permite um melhor direcionamento das equipes especializadas para as inspeções em campo, munidas de equipamentos de última geração. Como o furto de energia é crime, as operações podem ser realizadas com o apoio das autoridades policiais.
O furto de energia elétrica é um crime previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro e que traz prejuízos para além da Concessionária. Isso porque, como determina a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a tarifa de energia também inclui as perdas elétricas e o custo da energia usada irregularmente, sendo repassado a todos os consumidores.
Além da aplicação de multa e da pena de reclusão, que pode ser de um a quatro anos, o proprietário do estabelecimento irá arcar, conforme a regra da Resolução Aneel, com a cobrança de toda energia não faturada durante o período da irregularidade e o custo administrativo.
O furto de energia, além de ser uma prática perigosa e que pode provocar a morte, também traz risco de sobrecarga à rede elétrica, com prejuízo para a população que sofre com a falta do fornecimento em suas residências e ruas ou, por exemplo, com danos aos equipamentos elétricos e ainda devido à queda na qualidade da energia.
De acordo com a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abradee), a ligação clandestina é a quarta maior causa de morte no país relacionada à energia elétrica.
Com intuito de coibir cada vez mais o furto de energia, a EDP pede que a população contribua denunciando as ligações irregulares pelos canais de atendimento aos consumidores: pelo site
www.edponline.com.br, aplicativo EDP Online, agências de atendimento presencial e a Central de Atendimento ao Cliente, no 0800 721 0707, que funcionam 24 horas e com ligação gratuita. O sigilo é total, e a inspeção realizada com a máxima urgência.