Morador de
Alegre, no
Sul do Estado, o empresário Andrea Dorini, diferentemente da maioria dos brasileiros, está preocupado com outra eleição. Não
a de 2 de outubro, e sim a de 25 de setembro, na Itália, país por onde disputa um mandato de deputado federal. Italiano de nascimento, ele se casou com uma capixaba, está há 18 anos no Brasil é um dos candidatos da América Latina que concorrem à vaga.
Uma de suas bandeiras, além de facilitar o acesso e reduzir a fila para emissão de cidadania para os descendentes de italianos, é investir na educação de quem quer estudar fora do
Brasil.
"Vamos ajudar as pessoas a tirar a cidadania, mas também desenvolver projetos que facilitem filhos e netos de imigrantes estudarem na Itália, fazer a formação, especialização ou até mesmo trabalhar", promete.
Andrea é o único morador do
Espírito Santo que disputa o cargo. Além dele, outros nove candidatos na América Latina estão de olho no parlamento italiano.
Para se eleger, o empresário precisa de 50 mil votos. Atualmente cerca de 450 mil eleitores estão aptos a votar nas colônias de italianos na América Latina.
Além de conseguir o voto, o empresário precisa contar ainda com a vontade da comunidade italiana de participar da eleição. No último pleito, por exemplo, apenas 25% dos que estavam aptos a votar compareceram às urnas..
Para quem está fora da Itália, o consulado envia as cédulas de votação para os eleitores pelo correio por volta do dia 11 de setembro.