Empresário que teve grande relevância na panificação capixaba, Hélcio Rezende Dias,
que morreu em setembro do ano passado, aos 90 anos de idade, vai ter seu nome imortalizado em uma honraria que será concedida pela Assembleia Legislativa aos panificadores do Estado.
A proposta, apresentada pelo presidente da Casa, Marcelo Santos, e pela deputada Janete de Sá, foi lida na sessão ordinária desta segunda-feira (8) e tramita em regime urgência na Casa.
De acordo com a proposição, anualmente serão entregues até 40 comendas, em sessão solene a ser promovida em 16 de outubro, Dia Mundial da Panificação. Na justificativa da matéria, os autores reconhecem a contribuição do empresário para a economia local.
“Seu legado transcende a panificação; é um testemunho inspirador de como a visão empreendedora pode moldar não apenas um setor específico, mas também a economia e o desenvolvimento geral de uma região”, reforça a justificativa da proposta.
Hélcio atuou por mais de 60 anos no campo da panificação. Foi o fundador do Sindipães, entidade que se preocupou com a formação profissional e a abertura de empregos.
O PR 15/2024 lembra que o empresário também teve papel importante como presidente da Findes, onde trabalhou para a expansão do Senai e Sesi.
Hélcio Rezende Dias nasceu em Dores do Rio Preto, na região do Caparaó, em 1º de novembro de 1932. Era formado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, mas foi a panificação a sua grande vocação e paixão.
Abriu a primeira padaria em 1954, a Atlântica, em Vila Velha. Entre outros negócios, foi dono do Restaurante Atlântica, na Praia da Costa, e da Sorveteria Atlântica, empreendimentos que marcaram época na cidade. Foi proprietário também do Hotel Hostess na Praia da Costa e em Guarapari.