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Leonel Ximenes

Entenda como um político pode mudar de partido fora da janela partidária

Regra que prevê migração de legendas é clara e rígida, mas também prevê exceções

Publicado em 05 de Abril de 2022 às 02:11

Públicado em 

05 abr 2022 às 02:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Urna - confirma
Para que preserve o mandato, o político deverá observar os exatos períodos da janela partidária Crédito: Carlos Alberto Silva
A janela partidária para as eleições 2022 foi finalizada no último sábado (2). E agora, quais as alternativas para parlamentares com mandato migrarem de siglas? De acordo com o advogado Bruno Dall’Orto Marques, a legislação é clara sobre o que pode acontecer.
“A janela partidária ocorre nos anos eleitorais e sempre seis meses antes do pleito, pelo prazo de 30 dias. A mudança de legenda fora da janela partidária implica a perda do mandato”, adverte.
Mas ele aponta as exceções: “Salvo nas hipóteses previstas na Lei dos Partidos Políticos (Lei Federal nº 9.096/95), que autoriza que o parlamentar deixe a legenda, sem prejuízo do mandato, se presente a justa causa, por exemplo, em casos de grave discriminação política pessoal, o que é mais comum, ou quando houver mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário, o que é mais incomum em tempos de partidos líquidos, como certamente consideraria Bauman”, aponta o jurista.
O advogado ressalta também que não há brechas com relação às datas. “A lei é taxativa quanto ao prazo de migração, e embora o Filia, o sistema do TSE que recebe as fichas de filiações dos políticos, seja online e funcione 24 horas por dia nos 365 dias do ano, para que preserve o mandato o político deverá observar os exatos períodos da janela partidária” pontua.
Fora deste prazo, segundo destaca o especialista, há real possibilidade de perda do mandato por infidelidade partidária: “Não há prazo adicional”, conclui.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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