Desde que o
Espírito Santo passou a perfurar poços de
petróleo e gás, em 1959, já foram abertos em terra e mar 1.830 poços, ou seja, cerca de 37 por ano. Mas esse desempenho já foi melhor. Entre 2015 e 2020, a perfuração de poços offshore ficou com média anual de três, marcando o pior desempenho dessa atividade no Estado.
Em 2020, foram perfurados três poços no mar, sendo dois na Bacia de Campos (campos de Jubarte e Argonauta) e um poço na Bacia do Espírito Santo (Golfinho). Em 2021, foram perfurados seis poços no mar, sendo quatro em Jubarte, um no bloco ES-M-669 e outro no campo de Argonauta.
Já no ambiente onshore, no período entre 2016 e 2018, a média anual de perfuração reduziu-se para um poço, marcando o menor nível da atividade desde a década de 1970.
Contudo, novas perspectivas surgiram em 2019 e 2020 com o retorno da atividade perfuratória em terra no Espírito Santo. Entre os dois anos foram perfurados 61 poços conduzidos pelas petroleiras
Petrobras, BGM e Imetame.
O Espírito Santo é o terceiro maior produtor no país de petróleo e o quarto de gás. Apesar de o Estado ocupar essas posições relevantes no setor, em 2021 ocorreu a menor contribuição para a produção nacional nos últimos 12 anos, de 7,3% para o petróleo e 4,1% para o gás natural.
Mas, no ano passado, novos ventos sopraram para o setor petrolífero no ES. A Petrobras anunciou a existência de gás natural no bloco ES-M-669. O bloco faz parte da campanha da Petrobras e da Equinor para chegar à camada do pré-sal na bacia do Espírito Santo.
E em terra, a Imetame anunciou a ocorrência de Petróleo no bloco ES-T-441, localizado no município de Jaguaré. Em janeiro de 2022, período mais recente, a BGM anunciou a existência de petróleo no bloco ES-T-496.
Já para o indicador de comercialidade, o Espírito Santo atravessou a última década com apenas quatro declarações, todas no ambiente onshore. Mas, em 2020, houve uma melhora nesse histórico, ao serem emitidas três declarações, nos campos de Suindara, Rio Mariricu e Garça Branca. As petroleiras responsáveis pela emissão nesses campos foram, respectivamente, a BGM, a Petrobras e a Petromais.
A declaração de comercialidade é a notificação feita pelo concessionário ou contratado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declarando a condição comercial de uma ou mais jazidas descobertas na área de concessão ou partilha, e em consequência confirmando a intenção de desenvolvê-la.
Essa declaração marca o fim da fase de exploração e o início da fase de desenvolvimento da produção de uma área, com a criação de um campo de petróleo ou gás natural.
Em dezembro de 2021, a ANP aprovou a declaração de comercialidade para o campo de Wahoo, a pedido da PetroRio. Esse campo está localizado no pré-sal, na parte capixaba da Bacia de Campos.
Essas e outras informações serão apresentadas na 5ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Espírito Santo, que será lançado pelo Observatório da Indústria nesta sexta-feira (29), na sede da
Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo).