O
Espírito Santo teve redução de
assassinatos em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. Se em 2019 ocorreram 80 homicídios, em 2020 aconteceram 76, havendo uma ligeira queda de 5%. Ainda assim, é o melhor resultado para o mês nos últimos anos.
No entanto, neste ritmo, o sinal de alerta já está ligado: o
Estado pode chegar a mais de mil homicídios no ano. A razão é o fato já ter sido ultrapassada a barreira de 500 mortes violentas em cinco meses: já foram 514, enquanto no mesmo período do ano passado, o acumulado era de 441. Um acréscimo de 14,2% em 2020.
E no ano de 2018, que terminou na casa do milhar dos crimes violentos, já registrava à mesma época 510 mortes.
A cúpula da segurança pública capixaba, que em abril passou a ser chefiada pelo
coronel PM Alexandre Ramalho, acumula dois meses de redução de crimes em relação ao ano passado. Isso aconteceu em janeiro (94 neste ano contra 103 em 2019) e, agora, em maio.
Já nos demais meses, houve aumento. Em fevereiro foram 110, contra 94 do ano passado. Na mesma toada em março (140 contra 86) e abril (94 contra 78).
O
domingo, dia santo para os cristãos, é, de longe, o mais violento em 2020. Uma a cada cinco mortes acontece nesse dia. Dos 514 assassinatos ocorridos, 106 foram no domingo. Na segunda colocação estão sexta-feira e sábado, ambos com 78 casos, cada.
Embora o mês de maio tenha sido de queda de uma maneira geral no Estado, a
Grande Vitória teve aumento de casos. Foram 47 contra 44 em maio do ano passado. No acumulado geral, são 314 contra 256 de 2019. Um aumento de 18%. A região metropolitana responde por 61% dos homicídios em todo o território capixaba.
Seguem sem homicídios 21 cidades:
Água Doce do Norte, Alfredo Chaves, Governador Lindenberg, Ibitirama, Irupi, Itaguaçu, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Marilândia, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Santa Leopoldina, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São José do Calçado, São Roque do Canaã e Venda Nova do Imigrante.