O Espírito Santo tem 246 obras de responsabilidade do
governo do Estado e dos municípios que estão paradas. As informações são do Painel de Controle do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. Esses empreendimentos já custaram R$ 490.277.941,33 aos cofres públicos.
A maior fatia de custos fica com o governo estadual, que tem 57 execuções paradas. Ao todo, já foram investidos R$ 300 milhões para diferentes tipos de empreendimentos, como estradas, prédios públicos e rede de distribuição elétrica, dentre outros.
Uma das obras paradas sob responsabilidade do governo do Estado é o
Cais das Artes, em Vitória, que tem imbróglios judiciais que têm barrado as execuções.
Com relação aos municípios, lideram o ranking de obras paradas
Cachoeiro de Itapemirim (15), Colatina (13), Anchieta e Vitória (10, cada) e Domingos Martins (9).
A situação está sendo verificada. Conselheiros e secretários de controle externo do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) receberam, na tarde de segunda-feira (27), os deputados estaduais que compõem a frente parlamentar que vai fiscalizar obras paralisadas no Estado.
O presidente do TCE-ES, conselheiro Rodrigo Chamoun, que estava em São Paulo e participou do encontro de maneira virtual, ressaltou que o objetivo da reunião é unir esforços para “desatar os nós”, impedindo que novas obras sejam paralisadas, e definir qual a estratégia para retomada.
Estiveram presentes na reunião os conselheiros Luiz Carlos Ciciliotti e Sérgio Aboudib, o secretário-Geral de Controle Externo, Donato Moutinho, e a secretária de Controle Externo de Fiscalizações, Flávia Holz. A
Assembleia Legislativa foi representada pelo presidente da frente parlamentar, Theodorico Ferraço (Progressistas), e pelos deputados Delegado Danilo Bahiense (PL), Coronel Weliton (PTB), Lucas Polese (PL), Callegari (PL) e Alcântaro Filho (Republicanos).