Não foi um ano fácil, o número total de casamentos até diminuiu no Espírito Santo, mas em 2020, apesar da
pandemia de Covid, o Estado registrou a terceira maior taxa de nupcialidade legal do país (5,8%), ficando atrás apenas de Rondônia (7,6%) e Distrito Federal (6,2%).
A taxa de nupcialidade legal, segundo o
IBGE, indica o número de registros de casamentos em relação à população em idade de casar, ou seja, de 15 anos ou mais, permitindo a comparação entre as unidades da federação.
No
Espírito Santo, em média, para cada 1.000 habitantes em idade de casar, 5,8 pessoas se uniram por meio do casamento legal no ano passado, a terceira maior taxa do Brasil.
Mas as Estatísticas do Registro Civil do IBGE constataram também que não foi um ano pródigo para os noivos subirem aos altares. Com a eclosão da pandemia, foram registrados 18.739 casamentos no ES, representando uma queda de 21,5% em relação a 2019. No
Brasil, a queda foi ainda mais acentuada: 26,1% no mesmo período.
No Estado, a queda de casamentos foi registrada em todas as modalidades de união. O IBGE aponta que os casamentos entre pessoas de sexo diferente caíram 21,5% entre 2019 (23.727) e 2020 (18.620).
Já o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo caiu 16,8% no mesmo período: 119 registros de casamentos no Estado em 2020 (0,6% do total de casamentos), sendo 61 (51,3%) entre cônjuges masculinos e 58 (48,7%) entre cônjuges femininos.
Nos casamentos entre pessoas de sexo diferente no ES, predominou a união entre cônjuges solteiros, com 67% (12.483) do total das uniões legais. Nos casamentos entre cônjuges do mesmo sexo, observou-se também a predominância de uniões entre pessoas solteiras, tanto entre casais masculinos (80,3%) como entre femininos (79,3%).