O repugnante crime de estupro está muito presente na sociedade capixaba. Prova disso são os números do primeiro semestre: 809 registros no período, ou seja, um delito a cada cinco horas. As informações são do painel de Dados Nacionais da Segurança Pública do
Ministério da Justiça e da Segurança Pública.
Por ser um delito no qual as vítimas, em sua maioria
mulheres e incapazes, como crianças e adolescentes, se sentem coagidas ou envergonhadas, muitos casos não são formalmente registrados.
Nos últimos anos, os registros de crimes só cresceram no Espírito Santo. Em 2019, foram 491. Já em 2020, essa quantidade saltou para 1.048 e, no ano passado, foram contados 1.474. Se o mesmo número do primeiro semestre se mantiver, o Estado corre o risco de superar 1,6 mil casos neste ano.
Casos recentes de
violência sexual mostram como tem havido uma mudança de pensamento, apesar de lenta. Prova disso é que a pressão da opinião pública conseguiu impedir que o jogador Robinho, já condenado na Itália em primeira instância por estupro – e depois ratificado na segunda – , fosse contratado pelo Santos.
Mas é preciso fazer mais, especialmente com políticas públicas na sociedade civil, nas escolas (públicas e particulares) e nos demais grupamentos sociais.