Um ato público na Barra do Jucu, no dia 29 de abril, vai marcar os 30 anos da morte do biólogo, ambientalista e militante dos movimentos sociais Paulo Vinha, assassinado no dia 28 de abril de 1993, aos 36 anos de idade, por empresários extrativistas de areia na área do então Parque Estadual de Setiba que, posteriormente, recebeu seu nome como forma de homenageá-lo postumamente.
O Ato Cultural/Ambiental Paulo Vinha Presente, em Defesa do Meio Ambiente e dos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras será realizado das 15h às 18h, na Praça Pedro Valadares, na Barra do Jucu, em
Vila Velha.
Na programação do ato constam diversas atrações culturais como sarau de poesias, apresentações musicais e de banda de congo, além da presença de lideranças políticas e de organizações e movimentos sociais.
“Paulo Vinha lutava não apenas pela preservação ambiental, mas por tantas outras causas, como democracia, terra e trabalho para todos, e que continuam na pauta das nossas lutas atuais. Os jovens precisam conhecer estas histórias, se motivar e engajar nestas tarefas também”, afirma o ex-deputado estadual Cláudio Vereza, que militou com o biólogo no PT.
Paulo Vinha nasceu no interior do município de
Conceição do Castelo em 1957, e veio para Vitória estudar aos 17 anos. Aos poucos se engajou nas lutas ambientais, políticas e sociais do Estado. Foi um dos fundadores do
Partido dos Trabalhadores (PT) no Espírito Santo, era colaborador do Greenpeace, apoiou as comunidades indígenas de Aracruz e denunciou os impactos da monocultura do eucalipto.
E foi na luta contra a extração ilegal de areia nas áreas de restinga, principalmente na área do Parque de Setiba, hoje Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, que ele perdeu a vida. Em 28 de abril de 1993, numa manhã de quarta-feira, o biólogo foi até a área do parque para tirar fotos para um trabalho que realizava.
Próximo à Praia D´Ulé, os irmãos Ailton e José Barbosa Queiroz, empresários de extração de areia, o assassinaram com quatro tiros.