No imaginário popular, agosto é o mês do cachorro louco, dos vendavais, das tragédias brasileiras e mundiais - basta dizer que é o mês do suicídio de Getulio Vargas. Coincidência ou não, daqui a menos de dois meses o Espírito Santo vai assistir a três julgamentos criminais há muito esperados, pela grande repercussão e comoção que causaram: vão a júri popular os acusados de matar o juiz Alexandre Martins de Castro Filho, o ex-senador e ex-governador Gerson Camata e a médica Milena Gottardi.
É um julgamento há muito aguardado pois Leopoldo, dos dez acusados pelo assassinato do magistrado, é o único que ainda não foi a júri popular. O julgamento está marcado para o dia 2 de agosto, às 9h, no Fórum de Vila Velha.
Camata, de 77 anos, foi morto numa calçada da Praia do Canto no dia seguinte ao Natal de 2018, pelo ex-assessor dele, que foi preso em flagrante, pelo então delegado Danilo Bahiense, hoje deputado estadual, minutos depois do crime que abalou o Espírito Santo. O julgamento será realizado no dia 3 de agosto, às 9h, no Fórum Criminal de Vitória, no Centro.
E finalmente, no dia 23 de agosto, será realizado o júri popular de um dos crimes que causaram mais comoção no Estado. Sentado no banco dos réus estará o ex-policial Hilário Frasson, acusado de mandar assassinar sua ex-mulher, Milena Gottardi, no dia 14 de setembro de 2017.
Milena, na época com 38 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça no estacionamento do Hospital Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), em Maruípe, onde trabalhava. Ela tinha acabado de deixar o plantão no hospital quando foi surpreendida pelo criminoso.
A coluna só deseja uma coisa: que a justiça seja feita e que os responsáveis por esses crimes sejam devidamente punidos na forma da lei. Justiça!