Um personagem tradicional não deu as caras no verão 2025 de
Guarapari: a falta d'água. Nos primeiros 15 dias de janeiro, auge do período de férias e de ocupação do balneário, a maioria dos moradores e visitantes ainda não tiveram o desprazer de verem suas torneiras secas, como era comum nesta época.
Entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, período crítico para o abastecimento na Cidade-Saúde, o número de registros por falta d 'água teve uma queda de quase 90% em relação aos anos anteriores, segundo a
Cesan.
Para evitar surpresas, durante a alta temporada de verão, o gabinete da presidência da companhia de abastecimento foi transferido para Guarapari. Segundo Munir Abud, presidente da Cesan, “para dar celeridade às tomadas de decisões e reforçar a proximidade e a eficiência no atendimento à população”.
Ainda de acordo com a Cesan, o balneário mais famoso do Espírito Santo tem cerca de 120 mil habitantes, mas conta com um sistema de abastecimento de água capaz de atender a quase dez vezes a população regular do município.
O sistema só opera em sua capacidade plena no período da alta temporada de verão, quando a população pode ultrapassar 1 milhão de habitantes no
réveillon.
O volume de água distribuído pela Cesan para Guarapari é sazonal. Ele pode atingir 2,5 bilhões de litros nos meses de dezembro e janeiro, o que equivale a 2,5 milhões de caixas d'água de mil litros, a mais comum utilizada nas residências.
O consumo médio mensal em julho, por exemplo, passa de 7,2 mil litros por imóvel, para 12,5 mil litros por mês na alta temporada em janeiro.
Indagado se as chuvas mais intensas neste verão não teriam contribuído para o menor consumo de água, Munir Abud respondeu que não: “A chuva não nos ajudou. Historicamente em Guarapari faltava água no verão não por falta de chuva. Faltou energia, mas não faltou água”.