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Leonel Ximenes

Estado está há mais de dois meses sem feminicídio. Que continue assim!

O último crime desse tipo no Espírito Santo aconteceu no dia 28 de março;  no ano, redução chega a 38,5%

Publicado em 02 de Junho de 2020 às 05:00

Públicado em 

02 jun 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O  feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino
O feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino Crédito: Divulgação
Espírito Santo já está há 64 dias sem registrar casos de feminicídio. O último ocorreu em 28 de março. No total, são oito ocorrências neste ano, contra 13 nos cinco primeiros meses do ano passado - redução de 38,5%. O destaque é para a Região Metropolitana, com três casos registrados contra sete em 2019, de janeiro a maio. Uma queda de 57,1%. A Região Noroeste não apresenta nenhum feminicídio em 2020.
Desde que a Sesp começou a contabilizar esse tipo de crime, em 2016, é a primeira vez que o ES fica 60 dias sem nenhum registro de feminicídio.
Em relação a homicídios de mulheres, nos quais são incluídas as mortes que não têm como causa a violência doméstica, a redução é de três casos, ou queda de 7,7%, no comparativo com 2019. São 36 mortes em 2020, contra 39 no mesmo período do ano passado.
A maioria dos casos tem como motivação o envolvimento com o tráfico de drogas. Em relação a esse dado, todas as regiões do Estado apresentam redução, com exceção da Serrana, que não tinha casos em 2019 e neste ano tem três, sendo dois feminicídios.
De acordo com os dados do Ciodes e das Delegacias de Proteção à Mulher, a violência doméstica vem diminuindo desde o início do mês de abril. Nos primeiros quatro meses de 2020 foram 873 ocorrências a menos registradas em delegacias, com a tipificação violência doméstica. Também houve 366 acionamentos a menos no Ciodes e 258 denúncias a menos no Disque-Denúncia 181.
Embora haja diminuição no registro de ocorrências de violência contra a mulher no ES, reportagem de A Gazeta publicada há quase um mês mostrou que autoridades estavam muito preocupadas porque há indícios de que a queda está relacionada à subnotificação.  É que neste período de pandemia as vítimas têm mobilidade reduzida  e estão convivendo durante as 24 horas do dia com o agressor.
Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, as Delegacias da Mulher não pararam de atender e a Polícia Civil ampliou a Delegacia Online (Deon), para o atendimento a vítimas de violência doméstica. Toda a ocorrência, inclusive com marcação de exames de corpo de delito, pode ser feita pela internet.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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