O governo do Estado passou o dia todo em reuniões para decidir quais medidas adotará para conter o crescimento da pandemia de
Covid-19. Uma das medidas que deverá ser adotada é o chamado lockdown em todo o Estado, por 14 dias, a partir desta quarta-feira (17). Neste período, só os serviços essenciais seriam autorizados a funcionar.
A coluna apurou que até o fechamento de acesso às praias está sendo debatido entre o
governador Renato Casagrande (PSB), chefe de Poderes, prefeitos e representantes das entidades empresariais. Mas essa proposta ainda não teve o martelo batido.
Uma fonte afirmou que será difícil, na prática, fiscalizar e impedir o acesso do público às praias, mas a proposta ainda não foi totalmente descartada e pode ser anunciada.
Também haverá restrição ao funcionamento das igrejas, que poderão receber poucas pessoas para evitar a aglomeração. Outra fonte ouvida pela coluna, e que participou das reuniões com o governo, adiantou que o lockdown será mais rígido que as medidas restritivas adotadas pelo Estado no começo da pandemia, de março a abril do ano passado.
Todas as medidas estão na mesa do governador, que ainda não bateu o martelo. Segundo se informou nas reuniões, o índice de ocupação das
Utis para Covid, no Estado, chegou a 91% nesta segunda (15), ultrapassando o limite de 90% definido pelo governo, para que sejam adotadas medidas mais drásticas contra a pandemia.
A proposta de lockdown não agradou a alguns setores empresarias. Alguns dirigentes tentaram demover o governo da decisão, ou pelo menos suavizar algumas medidas, com maior flexibilidade de funcionamento do comércio, mas Casagrande não quis adiantar se vai atender esses pedidos.
"Ficou de estudar esta situação", disse o presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri, que participou dos encontros. "Estamos otimistas, mas na expectativa de decisões que trarão sérios prejuízos para todos nós", complementou Sepulcri.