Não é por falta de prisão de homicidas que os índices de violência continuam preocupando as autoridades da Segurança Pública e atormentando a população do Espírito Santo. Nos nove primeiros meses deste ano, as Polícias
Civil e
Militar prenderam 825 assassinos, o que perfaz uma média de três prisões por dia.
Aliás, o número de prisões só cresce: os dois últimos meses de 2021 foram o período em que mais assassinos ingressaram no sistema prisional do Estado. Foram 124 em agosto e 109 em setembro. O recorde anterior havia sido registrado em abril, quando 103 criminosos entraram nas prisões por infração ao artigo 121 do Código Penal (homicídio).
O mês mais “calmo” foi maio, com o encarceramento de 67 homicidas. Julho teve 98, seguido por março (84); janeiro (83); junho (82) e fevereiro (76).
“A prisão de homicida raramente é feita em flagrante e demanda muito trabalho de inteligência e investigação das forças de segurança. O foco principal do programa Estado Presente é prender de forma qualificada. Não somente dentro da ostensividade”, explica o secretário estadual da
Segurança Pública, Alexandre Ramalho, que se mostra otimista: “São três assassinos presos por dia. Por isso nossos homicídios estão em queda”.
Muitos assassinatos, muitos assassinos, muita arma em circulação. De janeiro a setembro, foram apreendidas 3.185 armas de fogo no Espírito Santo, índice 8,8% superior ao mesmo período do ano passado, que teve 2.928 armas apreendidas em nove meses.
A própria Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) já admite que o número total de apreensões em 2021 passará dos 4 mil, índice superior ao do ano passado, que registrou a retirada de circulação de 3.185 armas de fogo.