O estrondo semelhante a uma explosão ouvida em toda a Grande Vitória na tarde deste domingo (17), proveniente da área industrial da
ArcelorMittal Tubarão, na Serra, não é exatamente uma novidade, embora o barulho, a fumaça e as chamas da chaminé da siderúrgica tenham assustado a população.
Nos últimos quatro anos, em pelo menos duas ocasiões a Usiminas, localizada em Ipatinga (MG), também adotou o alegado procedimento de segurança. Na primeira vez, o sinistro ocorreu há quatro anos e o segundo, em maio passado.
No dia 18 de outubro de 2020, durante o período da
pandemia de Covid-19, a população de Ipatinga sofreu o impacto do barulho, levando a siderúrgica mineira a se manifestar em nota oficial.
“Durante a operação do alto-forno 1 da Usina de Ipatinga, foi necessário abrir o bleeder, uma válvula de alívio. A atividade provocou a emissão de ruído e fumaça, percebidos na área externa da usina. O evento foi rapidamente controlado. A Usiminas esclarece que se trata de uma operação especial e controlada, que está sendo monitorada. Seguindo os protocolos de segurança, as pessoas que trabalham no local foram evacuadas e retornaram ao trabalho instantes depois”, explicou a empresa.
Há seis meses, um novo estrondo, agora no alto-forno 3, provocou barulho e fumaça e levou mais uma vez preocupação à cidade do interior mineiro. A Usiminas novamente explicou o incidente, em nota oficial.
“Na tarde desta terça-feira, dia 21 de maio, ocorreu uma instabilidade operacional pontual no alto-forno 3 que gerou a abertura do sistema de segurança para alívio de pressão, conhecido como bleeder. O processo gerou ruído e uma emissão visível de fumaça escura”, disse a empresa.
Na tarde deste domingo (17), a ArcelorMittal Tubarão deu uma explicação oficial muito semelhante à da Usiminas para o barulho ouvido na área metropolitana da Grande Vitória.
“A ArcelorMittal, unidade Tubarão, informa que houve um blackout (falta de energia) na Usina hoje, que afetou sua Central Termelétrica. O evento gerou um barulho intenso, mas não houve vítimas. Estão sendo veiculadas por pessoas imagens em mídias sociais mostrando chamas em um dos processos que, na verdade, é um sistema de segurança chamado bleeder, que são dispositivos que realizam a queima controlada dos gases em caso de falha no sistema. Todas as medidas estão sendo tomadas voltadas à segurança das pessoas, meio ambiente e estabilidade dos processos. Os órgãos ambientais já foram informados”, disse a assessoria de imprensa da siderúrgica capixaba.
O barulho ouvido na tarde deste domingo foi tão forte que fonte da coluna que estava no Retiro do Congo, região rural de Vila Velha, ouviu a forte explosão. Houve relatos também de abalos de prédios em Vitória e na Serra.
A siderúrgica localizada na Serra disse que não houve feridos e que os órgãos de controle ambiental foram informados do incidente.