Morador da tórrida
Marilândia, no Noroeste do Estado, o jovem estudante passou em vários vestibulares no Brasil, mas a escolha dele foi mesmo a gélida Rússia, país que admira e que agora vive o pesadelo de sofrer
sanções econômico-financeiras duríssimas, da Europa e dos EUA, por ter invadido o vizinho a Oeste.
Jiordano, entretanto, que diz não sentir medo, mas apreensão e ansiedade, tem outra versão para os acontecimentos que estão mobilizando a opinião pública internacional desde quinta-feira passada (24/2), quando as tropas de Moscou começaram a invadir e atacar a Ucrânia. “Acho que a mídia está mostrando outra coisa, passando algo como se a Rússia fosse uma vilã, o que não é verdade”, pondera.
Para o estudante, está faltando imparcialidade na cobertura da imprensa, principalmente a ocidental: “Este conflito vem se estendendo por cerca de oito anos e o mundo vem se calando. Os russos vêm sendo massacrados no território das regiões separatistas há oito anos e o mundo se cala, mas de repente o mundo se voltou para a
Rússia”, critica.
Jiordano Lorenzoni passa uma outra visão do conflito, da “operação militar” russa, termo que diz ser mais adequado do que “guerra”. “Gostaria de ressaltar uma frase que venho ouvindo e com a qual concordo plenamente: ‘A Rússia não começou a guerra, mas sim a terminou’”.