A solidariedade e a compaixão não têm limites, e não são os 10 mil quilômetros de distância que separam os dois países que vão impedir a solidariedade de capixabas com os ucranianos, que sofrem as agruras da guerra provocada pela Rússia. No caso que relataremos aqui, o exemplo de amizade veio de Linhares, no
Norte do ES.
Eles produziram conteúdos, através de cartas e desenhos, com mensagens de paz, fraternidade, companheirismo e sentimentos positivos. As correspondências serão encaminhadas na próxima semana, pelos Correios, à Embaixada da Ucrânia, em Brasília.
A corrente de solidariedade começou quando professores perceberam que os estudantes comentavam entre si e questionavam familiares sobre a Guerra da Ucrânia. Foi então que os educadores da unidade de ensino tiveram a ideia de criar o projeto “Cartas de Amor”.
A iniciativa invadiu as salas de aula e mobilizou os alunos, que mergulharam no mundo das crianças refugiadas, escrevendo cartas e criando desenhos às vítimas do conflito na
Europa Oriental. A proposta da equipe pedagógica é a de levar conforto e carinho para as crianças ucranianas.
Antes de produzirem os conteúdos, porém, os estudantes tiveram uma aula de História, com a qual passaram a entender todo o cenário da guerra e a se sensibilizar com a crise humanitária vivida pela população ucraniana.
“A nossa escola tem uma preocupação muito grande em formar alunos que se importem com o próximo, e por isso desenvolve vários projetos de solidariedade ao longo do ano letivo”, explicou Telma Martins Vailante, diretora da Emef Maria da Penha Pazito.
“Alguns alunos não sabiam o que era um refugiado, apesar de terem noção do que é a guerra no mundo, mas poucos entendiam a realidade de um refugiado. Para nós essa guerra é uma grande surpresa e um absurdo”, reforça a professora de História Angelina Oliveira, que leciona na rede municipal de
Linhares há mais de 17 anos.
Izabella Bomfim Sepulcro, 9 anos, conta que ficou muito animada com o desafio. “O projeto foi legal porque mostra para as pessoas de lá que estamos preocupadas com elas. Recebi a notícia da guerra na escola e quero que isso acabe logo, pois as pessoas estão sofrendo, muitas estão sem casa, sem o que comer e isso é muito triste”, afirmou a estudante do 4º ano.