A presidente nacional do
PSOL, a capixaba Paula Coradi, teve o visto de entrada nos Estados Unidos retirado pelo governo de
Donald Trump. Segundo a dirigente partidária, a sanção ocorreu após a sua participação no Congresso dos Socialistas Democratas da América, em agosto.
“O governo de Donald Trump ataca a atuação do PSOL através da retirada do meu visto de entrada nos
EUA. Estive lá no Congresso dos Socialistas Democratas da América para prestar solidariedade contra o avanço do autoritarismo da extrema-direita no país e denunciar o tarifaço aplicado por Trump contra o Brasil. E digo e repito o que disse lá: Trump, respeite o Brasil! Você não é dono do mundo!”, escreveu a professora e historiadora nascida em Vila Velha.
Baseada na seção 221(i) da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA, a revogação permitiu que o consulado cancelasse o visto mesmo após sua emissão. A dirigente foi notificada e teve três dias úteis para apresentar explicações. Apesar da resposta enviada pela presidente do PSOL na última quinta-feira, o consulado confirmou o cancelamento no dia seguinte.
O visto anterior de Paula havia sido obtido em 2018. A solicitação de um novo foi feita após o extravio de seu passaporte com a autorização válida, em preparação para uma viagem a Chicago em 2025, onde participou de um evento com lideranças de esquerda dos EUA.
A presidente do PSOL recebeu o apoio de parlamentares de esquerda como o
deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), que destacou o trabalho combativo realizado pela sigla contra Trump.
"O PSOL não aceita intimidação. O Brasil não aceita intimidação. Os EUA terem cassado o visto da nossa presidenta Paula Coradi só mostra que estamos do lado certo, do lado dos interesses dos brasileiros frente aos ataques do Trump", disse Boulos.