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Leonel Ximenes

Ex-militante estudantil da Ufes vai ser diácono da Igreja Católica

Adepto da Teologia da Libertação, Vitor Noronha, que será padre em 2021, também atua nos movimentos sociais

Publicado em 13 de Novembro de 2020 às 13:31

Públicado em 

13 nov 2020 às 13:31
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Vitor ao lado de Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação
Vitor ao lado de Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação Crédito: Reprodução do Facebook
A trincheira de luta mudou, mas os velhos ideais de justiça social continuam. Vitor Noronha, que se notabilizou pela sua atuação no movimento estudantil da Ufes e nos movimentos sociais, será ordenado diácono transitório, no próximo dia 12 de dezembro, na Catedral de Vitória. No primeiro semestre do ano que vem, ele finalmente deverá ser ordenado padre.
Nova vida, novos planos para Vitor, de 32 anos: "Depois de ordenado diácono, poderei ser enviado em missão para Lábrea, nossa igreja-irmã na Amazônia, ou para uma paróquia. Ainda está em aberto".
Formado em Economia pela Ufes, este mineiro de Juiz de Fora desde cedo se encantou pela atuação política ao lado dos movimentos sociais e pela espiritualidade católica. Aos 13 anos de idade, sua família mudou-se para Vila Velha, onde começou a participar das Comunidades Eclesiais de Base (Cebs).
“O novo jeito de ser Igreja que aqui conheci, mais próximo, com mais protagonismo do leigo, mais participativo-ministerial, isto é, fundamentado nas Comunidade Eclesiais de Base e na opção preferencial pelos pobres, me encantou profundamente”, conta Noronha, em depoimento ao site da Arquidiocese.
Adepto da Teologia da Libertação, o futuro diácono tem uma foto, em suas redes sociais, ao lado do ex-frade franciscano Leonardo Boff, um dos expoentes dessa linha teológica de esquerda e mais combativa da Igreja.
"Desejo estar nos projetos sociais da Igreja, nos presídios, nos hospitais, na paróquia, no altar, nas pastorais sociais, nos movimentos populares, nas periferias, reais e existenciais, enfim, desejo estar sempre onde o povo estiver, especialmente a serviço dos últimos. Também desejo fazer missão, além de continuar estudando"
Vitor Noronha - Seminarista da Arquidiocese de Vitória
Vitor Noronha iria realizar um sonho neste ano: encontrar-se pessoalmente com o papa Francisco em Roma. O seminarista foi um dos 500 selecionados, no mundo inteiro, para o encontro Economia de Francisco, mas por causa da pandemia do novo coronavírus o encontro será virtual, de 19 a 21 deste mês. 
Um sonho adiado, mas não impossível de ser alcançado, talvez já na condição sacerdote da Igreja. "Este ano será feito em modalidade on-line.  Participarei deste e já estou convidado para o próximo. Então, continuo bastante animado."
Além de Vitor Noronha, serão ordenados diáconos transitórios (período que antecede a ordenação sacerdotal) mais três seminaristas: Alessandro Rebonato, Daniel Calil e Ruan Coutinho.
A Igreja Católica também conta em sua estrutura eclesiástica com os diáconos permanentes, mas estes são leigos casados ou celibatários e só podem ministrar alguns sacramentos. Não podem consagrar a hóstia, atender confissões e nem ministrar a unção dos enfermos. Mas podem distribuir a comunhão, celebrar casamentos, proclamar o Evangelho e presidir funerais.
Vitor (de barba, atrás de dom Dario) participando do Grito dos Excluídos no Centro de Vitória
Vitor (de barba, atrás de dom Dario) participando do Grito dos Excluídos no Centro de Vitória Crédito: Reprodução do Facebook
Como é tradição na Igreja Católica, Noronha escolheu um lema de ordenação: “"Para servir e dar a vida" (Mt 20,28). “Ser diácono é configurar-se a Jesus Servo, o diácono é o servidor por excelência da Palavra e da Caridade. Isso porque Cristo é a Palavra e Cristo está nos irmãos, especialmente nos pobres”, explica o seminarista em suas redes sociais.
A cerimônia de ordenação diaconal será presidida pelo arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, que vai ministrar o sacramento aos quatro seminaristas. Será realizada no dia 12 de dezembro (dia de Nossa Senhora de Guadalupe, a Padroeira das Américas), às 9h, na Catedral, com transmissão pelas redes sociais da Catedral e da Arquidiocese.
Por causa da pandemia de Covid-19, apenas os parentes dos quatro seminaristas e alguns convidados poderão participar presencialmente da cerimônia.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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