Depois da
Technip, mais uma empresa está deixando o Espírito Santo. Agora é a Tangará Foods, indústria do ramo de alimentos localizada em Vila Velha, que está transferindo sua fábrica para a cidade de Manhuaçu, no interior de Minas Gerais.
Segundo a coluna apurou com fontes do mercado, a Tangará talvez permaneça apenas com um ponto de apoio logístico na sua unidade localizada na Rodovia Darly Santos, mas essa decisão ainda não foi tomada. Fontes do mercado apontam também que a empresa tinha um alto custo financeiro no Estado resultado de um financiamento não especificado.
No site da Tangará Foods é informado que a unidade industrial de
Vila Velha tem 103 mil metros quadrados, com capacidade de produção diária de 800 toneladas de alimentos, capacidade de estocagem de 60 mil toneladas e 9,7 mil toneladas em câmara frigorífica.
O site Hoje em Dia, de Minas, informa que a intenção da empresa é investir R$ 65 milhões na nova fábrica em Manhuaçu até fevereiro de 2021, com a criação de 220 empregos diretos e outros 1.760 indiretos na região da Zona da Mata mineira. O site da empresa já está aceitando até currículos para a unidade industrial mineira.
A Tangará já operava em Manhuaçu com uma planta industrial de secagem de leite e composto lácteo A nova fábrica está sendo implementada com o objetivo de dobrar sua capacidade produtiva. As obras que já estão sendo realizadas visam à remodelação da indústria e dos galpões, além da adaptação de duas torres de secagem que passarão a comportar 5 mil toneladas de produtos.
A Tangará é voltada para importação, exportação, industrialização e comercialização por atacado e varejo de produtos alimentícios em geral, para consumo humano e animal, inclusive bebidas e hortifrutigranjeiros. Também atua nos segmentos de agronegócios e construção civil. Especialista em compostos lácteos, a empresa produz leite em pó, leite desnatado e soro de leite.
O jornal mineiro diz que, para trocar de Estado, a Tangará teve apoio da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (INDI). O presidente da Tangará, Aloizio Júnior, ressaltou que o apoio da agência mineira Indi foi fundamental para que a empresa decidisse ampliar suas operações no interior mineiro.
“Não fosse o Indi, não estaríamos num estágio tão avançado e, provavelmente, não teríamos chegado até aqui”, elogia. “O Indi sempre agilizou nossos trâmites com diversos órgãos, como a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) e a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF). Além disso, também fez a ponte com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e nos orientou quanto aos incentivos fiscais”, destacou Aloizio Júnior ao Portal do Caparaó.