No culto que presidiu à noite, com a igreja lotada, Usiel foi aplaudido em pé durante quase um minuto pelos fiéis, que também articularam um documento, com mais de 300 assinaturas, coletadas no próprio domingo à noite, em apoio ao pastor batista.
No final da tarde de domingo, Usiel Carneiro fez uma live, ao lado de dois membros do Conselho da
Igreja, na qual rebateu as acusações contra ele e anunciou que vai recorrer da sentença de afastamento da IBPC.
No culto, o pastor recebeu os aplausos de cabeça baixa, contrito, fez um agradecimento simples ao acolhimento e proferiu uma fala ouvida com atenção pelo auditório em que enfatizou o tempo inteiro a necessidade da misericórdia “como expressão maior do amor cristão’, fundamentando-se nas palavras paulinas do capítulo 5 do livro de Gálatas.
Ao receber o microfone de outro pastor após os aplausos dos fiéis, Usiel apontou para sua mulher, que estava presente ao culto, e disse em tom de brincadeira, arrancando gargalhadas dos frequentadores: “Amor, cancela o terapeuta amanhã, porque essa maneira tão amorosa cura muitas coisas".
Quando o culto terminou, transmitido ao vivo pelo canal da igreja no Youtube, um documento elaborado por membros da igreja começou a circular e recebeu cerca de 300 assinaturas imediatas. Nesta segunda (9), o manifesto já contava com o apoio de mais de 400 signatários.
Basicamente, o documento reafirma as palavras do pastor Usiel e de dois membros do Conselho da Igreja – Ademir Cardoso e Eliézer Santos Taeds, proferidas numa live ao vivo no meio da tarde de domingo, e pede que “a Justiça e a Convenção Batista do Estado do Espírito Santo cessem a perseguição religiosa” contra a igreja.
Após o preâmbulo sobre a decisão do juiz da
1ª Vara Cível de Vitória, Maurício Rangel Camata, que concedeu liminar a um pedido de afastamento do pastor da presidência da igreja, o documento diz que não reconhece como verdadeiras as acusações feitas contra o pastor Usiel Carneiro de Souza.
“Reconhecemos e reivindicamos nossa tradição que, segundo os históricos princípios batistas, a condução da igreja local é atribuição exclusiva de seus membros, cuja assembleia geral é soberana para deliberar sobre quaisquer assuntos internos de nossa comunidade de fé”, diz um trecho do documento ao qual a coluna teve acesso.