O governo do Estado já empenhou neste ano, ou seja, criou a obrigação de pagar, R$ 199.009.499,95 com subsídios ao
Transcol, sistema de transporte público que interliga os municípios da
Região Metropolitana. Se comparados com o ano passado, os gastos de 2020 foram 25% maiores que os de 2019 (R$ 159.155.456,44). Até o momento, já foram pagos R$ 186.772.922,83.
A empresa que mais abocanhou a fatia desse empenho – e responsável pelo aumento nos custos – foi a
Petrobras, que fornece os combustíveis para os ônibus. Foram reservados R$ 65.502.260,60, sendo que R$ 56.888.949 já foram pagos.
Depois da petroleira, as maiores quantias foram destinadas aos consórcios. O Consórcio Sudoeste já recebeu R$ 58.405.882,61, e ainda tem mais alguns milhões a receber, uma vez que o seu empenho é de R$ 61.640.119,23. E o Consórcio Atlântico Sul conseguiu obter praticamente todos os recursos aos quais tem direito. Dos R$ 56.063.552,32 empenhados, R$ 56.001.361,75 foram pagos.
Houve ainda o gasto de R$ 627.500 com as ações no combate contra o vírus da
Covid-19. Foram R$ 102 mil destinados para compra de 70 mil máscaras, enquanto outros R$ 525.500 foram para as despesas com os totens com álcool em gel nos terminais rodoviários.
Para a Ceturb foram empenhados R$ 10.055.005,64, enquanto o Consórcio Cidadania, que atende a passageiros com deficiência, teve direito a R$ 5.121.062,76.
Houve queda dos valores empenhados e repassados pelo governo aos órgãos envolvidos. Exemplo disso é com a Ceturb. Se em 2019 foram empenhados R$ 27.221.329,73, neste ano foram R$ 10.055.005,04. Uma retração de 63,06%.
Para os consórcios, a queda foi de 8,72%, para o Atlântico Sul, e de 1,36% para o Sudoeste. Os dados são do Portal da Transparência do governo do Estado.