A Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH) vai declarar nesta quarta-feira (22) o chamado estado de atenção, ou seja, a adoção de uma série de medidas para enfrentar a escassez de água em todo o Espírito Santo, provocada pela falta de chuvas nos últimos meses e
pelas altas temperaturas em todo o território capixaba.
Segundo a coluna apurou,
diante da baixa vazão dos rios e da forte onda de calor, o governo do Estado vai liderar um movimento para que órgãos oficiais e prefeituras adotem medidas para amenizar os efeitos da estiagem.
Em relação aos municípios, por exemplo, a Agerh quer que as prefeituras proíbam o uso irracional da água e, eventualmente, até punam consumidores que estão desperdiçando o produto com práticas como o uso de mangueiras para lavar veículos, pisos e dependências dos imóveis.
Medidas que estimulam o reúso, a captação e o armazenamento da água, inclusive pelas indústrias, também serão sugeridas pela agência reguladora do Estado. A adoção de medidas restritivas do uso das águas dos rios também não estão descartadas, além da recomendação de que usem água de forma racional na irrigação.
Indagado pela coluna sobre quais medidas a
Cesan está estudando para enfrentar a crise hídrica, o presidente da companhia, Munir Abud, elencou uma série de ações em curso. “Vamos fazer uma campanha de conscientização para consumo”, prometeu.
Além disso, segundo Abud, também será publicado o edital de licitação da barragem do Rio Jucu e o edital para contratação de uma usina de dessalinização.
“Estamos executando os contratos de combate a perdas [de água] e no próximo mês vamos iniciar a recomposição de toda a rede da Grande Vitória para evitar vazamentos. Vamos estruturar também um programa de doação de caixa d 'água para as comunidades carentes”, adiantou o presidente da Cesan. “Os reservatórios domésticos funcionam como um ‘seguro’ para quando houver interrupção do abastecimento”, acrescentou.