Uma das maiores transportadoras rodoviárias de passageiros do país e um dos símbolos das estradas brasileiras, a capixaba
Itapemirim faliu, foi arrendada por um grupo paulista e hoje volta a mostrar sua força, com números expressivos de faturamento.
Agora sob o comando do Grupo Suzantur, de
São Paulo, a Nova Itapemirim, seu novo nome, declarou na semana passada que a receita bruta da empresa saltou de R$ 1,1 milhão para R$ 16,4 milhões em 14 meses - de março de 2023 para maio de 2024.
Os números constam do documento enviado à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo pela EXM Partners, administradora judicial do Grupo Itapemirim.
Os números são robustos, mostrando que a histórica empresa de ônibus é viável desde que bem administrada. Atualmente, a Nova Itapemirim tem operações em 17 Estados e 215 municípios, atuando em 61 linhas rodoviárias, sendo 17 da Viação Itapemirim e 44 da Viação Kaissara. O total de passageiros transportados de março de 2023 a maio de 2024 chegou a 841.347, incluindo 59.758 com gratuidade integral.
O número de funcionários também aumentou expressivamente, mostrando o vigor da nova controladora. Em março do ano passado, 69 motoristas dirigiam os ônibus da Nova Itapemirim, mas este número cresceu exponencialmente, passando para 415 condutores em junho último, totalizando 629 funcionários em toda a empresa.
A frota também cresceu: foi de 48 para 152 veículos neste mesmo período, com 70 novos ônibus já adquiridos em 2024.
A falência do antigo Grupo Itapemirim foi decretada pela Justiça de São Paulo em setembro de 2022.
Segundo a colunista Vilmara Fernandes, há um mês o Superior Tribunal de Justiça (STJ) liberou os três leilões do espólio da empresa que haviam sido suspensos em março. A dívida da empresa, apenas em obrigações trabalhistas, chega a mais de R$ 2,3 bilhões.