O trânsito no Espírito Santo tem registrado uma triste marca: a do aumento de mortes nas vias públicas, especialmente ocorridas por atropelamentos e com condutores de motocicletas. De janeiro a setembro deste ano, segundo informações da
Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), já foram registrados 745 óbitos ante 620 do mesmo período de 2023 (acréscimo de 20,2%).
Nem mesmo setembro, que tem a Semana Nacional de Trânsito, foi capaz de frear a violência. O mês contabilizou 93 mortes, o segundo maior quantitativo do ano, perdendo somente para maio, quando aconteceram 114 casos. A média de perdas de vida por dia, considerando janeiro a setembro, é de 2,73, ou seja, de quase três diariamente.
Nessa lista de casos há o crescimento de mortes por atropelamentos, que saltaram de 86 para 107 em 2024. Para o especialista em segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal, a situação é retrato de imprudência e de impaciência no trânsito.
Quanto aos motociclistas, o número de óbitos passou de 306 para 377. Marçal ponderou que a motocicleta é instrumento de trabalho e que algumas situações envolvem vítimas que estavam no seu horário laboral.
Em 2024, mais uma triste marca para o Espírito Santo, que já tem mais mortes no trânsito do que por homicídio: 745 contra 630.