O dia 1º de dezembro ficou para sempre marcado na história da
Igreja Católica do Espírito Santo. Nesse dia, há 40 anos, foram ordenados os primeiros diáconos permanentes da Diocese de
Cachoeiro de Itapemirim, que foi pioneira também no Estado.
O responsável pela ordenação dos primeiros 18 diáconos permanentes, em 1984, foi dom Luiz Gonzaga Peluso, primeiro bispo da Diocese de Cachoeiro, criada em 1958 pelo papa Pio II. A cerimônia foi realizada na Catedral de São Pedro, na cidade do Sul do Estado, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
A Diocese de Cachoeiro diz que esses diáconos ordenados há quatro décadas foram os primeiros da Província Eclesiástica do Espírito Santo (região que reúne as quatro dioceses do ES), e possivelmente do Brasil.
Em Cachoeiro, os diáconos permanentes são formados na Escola Diaconal Santo Estêvão. Atualmente, 88 atuam na diocese cachoeirense. Neste domingo (1º), às 9h, haverá uma missa em ação de graças pela data celebrada pelo bispo dom Fernando Lisboa, na Catedral de São Pedro.
Para ser um diácono permanente, o homem tem que ser casado e ter autorização da sua mulher para ser ordenado. Eles não são remunerados pela função e auxiliam os padres na administração dos sacramentos do matrimônio e do batismo e nas celebrações.
Na Arquidiocese de Vitória, os primeiros diáconos permanentes foram ordenados pelo arcebispo dom Luiz Mancilha Vilela, no ano de 2010. Atualmente, 68 diáconos atuam na arquidiocese.
Na Diocese de Colatina, a Escola Diaconal São Filipe iniciou suas atividades no ano de 2009. Atualmente são 10 diáconos que atuam nas paróquias colatinenses. A Diocese de São Mateus não tem diáconos permanentes.
Diferentemente dos permanentes, os diáconos provisórios na Igreja Católica seguem a carreira eclesiástica; esta é a fase, com duração de até um ano, aproximadamente, em que eles estão se preparando para serem ordenados padres.
O diaconato é o primeiro grau do sacramento da ordem. O presbiterato (padres) é o segundo e o episcopado (bispos) é o terceiro. Portanto, todo diácono católico deve ser ordenado por um bispo num ritual próprio.