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Leonel Ximenes

Igreja católica no ES critica projeto de concessão dos parques estaduais

Assunto foi destaque na abertura da Campanha da Fraternidade pela Arquidiocese de Vitória

Publicado em 10 de Março de 2025 às 13:13

Públicado em 

10 mar 2025 às 13:13
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Abertura da Campanha da Fraternidade 2025 na Ginásio Dom Bosco, em Vitória
Abertura da Campanha da Fraternidade 2025 na Ginásio Dom Bosco, em Vitória Crédito: Alessandro Gomes/Arquidiocese de Vitória
A abertura da 62ª Campanha da Fraternidade pela Arquidiocese de Vitória, neste domingo (9), foi marcada por críticas da Igreja Católica ao projeto do governo do Estado de exploração privada de seis parques estaduais. O governador Renato Casagrande (PSB) participou do lançamento da campanha promovida em todo o país pela Igreja Católica.
O assunto tem relação com o tema da campanha deste ano, que é Fraternidade e Ecologia Integral, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O projeto do secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni, defende a concessão para exploração econômica dos parques Mata das Flores e Forno Grande, em Castelo; Paulo César Vinha, em Guarapari; Itaúnas, em Conceição da Barra; Pedra Azul, em Domingos Martins; e Cachoeira da Fumaça, situado entre os municípios de Alegre e Ibitirama.

NOVO ARCEBISPO

No primeiro evento público com participação do novo arcebispo de Vitória, dom Ângelo Ademir Mezzari, o “Manifesto da esperança: não à privatização dos Parques Estaduais” foi lido ao final da celebração e entregue aos presentes no Ginásio Dom Bosco, na Avenida Beira-Mar, em Vitória.
Foi o primeiro grande evento público do novo arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari
Foi o primeiro grande evento público do novo arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari Crédito: Alessandro Gomes/Arquidiocese de Vitória
Um dos trechos do manifesto afirma: “Queremos que nossos parques e reservas ecológicas sejam patrimônio de todos e todas e tais concessões apresentam um elevado potencial de destruição do nosso patrimônio natural”.
Recorre também à Constituição Federal para destacar que o artigo 225 prevê que o meio ambiente deve ser de uso comum do povo e que todos/as têm direito a ele.
E encerra dizendo “não é justo que eles sejam tratados como mercadorias, explorados por grupos privados e que dificultem ou impeçam o acesso dos mais empobrecidos. Por isso, com este manifesto, alimentamos a esperança de que essas iniciativas sejam interrompidas imediatamente pelo governo do Estado”.
O documento foi inspirado na proclamação do Ano Jubilar em 2025, pelo papa Francisco, trazendo como base um texto bíblico de Levítico (“A terra não será vendida, pois a terra me pertence e vós sois para mim estrangeiros e hóspedes” (Lv 25,23), pelo qual o povo israelita foi orientado a praticar também um jubileu. Isso importava em dar descanso à terra e perdoar dívidas, por exemplo.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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