No dia 31 de dezembro de 1977, A Gazeta narrava o que aconteceu no dia anterior ao grande e esperado evento de inauguração. Segundo a reportagem, não havia um atracadouro adequado para a operação de embarque e desembarque nos terminais de Paul e Vitória. Só que a lancha Garça iniciou assim mesmo as operações.
Em Paul, o atracadouro existente, segundo o jornal, só tinha quatro metros de comprimento, mas havia necessidade de uma outra estrutura com pelo menos 11 metros.
“O funcionamento da lancha Garça chegou a surpreender os moradores do lado do Continente que, apesar de reclamarem das condições das vias de acesso, elogiaram bastante o conforto e a segurança oferecidos na travessia, que na manhã de ontem foi feita gratuitamente”, diz trecho da reportagem.
Mas nem tudo foi alegria. Os catraieiros, atracados no terminal de Paul, estavam conscientes de que não poderiam mais exercer a profissão. Eles fizeram apelos para serem absorvidos pela responsável pelo serviço. O governador Elcio Alvares e o presidente da Comdusa, a empresa responsável pela operação do sistema, acompanharam a situação.
À ocasião, Élcio anunciou o lançamento do edital de concorrência para a construção do terminal da
Prainha, em Vila Velha. Naquele tempo, as lanchas não circulavam aos domingos, porque nesse dia havia diminuição sensível dos passageiros no transporte público.
Nada a estranhar em um Estado em que, há alguns poucos anos, até supermercado não funcionava aos domingos.