Uma indústria de chocolates capixaba Espírito Cacau está usando a
tecnologia para alavancar as exportações. A qualidade dos seus produtos é fiscalizada com filtros-imã e detectores de metal e, dessa forma, toda partícula de metal é retida fora dos chocolates. Peneiras com buracos de cerca de dois milímetros também filtram materiais que não fazem parte da composição dos produtos.
A
tecnologia implementada pela indústria é resultado dos conhecimentos que a empresa adquiriu com o Senai-ES e que agora fazem parte do Manual de Boas Práticas da marca Espírito Cacau. A segurança alimentar é um dos requisitos fundamentais para alcançar novos mercados e essa
tecnologia deve contribuir para que o chocolate capixaba chegue também aos
Estados Unidos.
Nos últimos anos a empresa tem investido em inovação e na melhoria de processos e prospectado clientes no Brasil e no exterior. Hoje, a marca já se tornou uma referência, por exemplo, no mercado árabe, e a indústria segue buscando novos clientes no mercado global.
Não é à toa que ela é uma das 100 empresas que compõem a comitiva da Missão Comercial SIAL Paris 2022 - a maior feira de alimentos e bebidas do mundo -, que será encerrada nesta quarta-feira (19), na França.
Além da indústria de chocolates, outras empresas capixabas dos segmentos de sorvetes e congelados, embalagens e alimentos fazem parte do grupo. A expectativa é a de que indústrias do Espírito Santo tenham oportunidades de exportação e investimentos.
A missão comercial, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), tem o apoio da
Findes e prevê fechar mais de R$ 200 milhões em exportações nos próximos 12 meses.