O levantamento foi realizado pelo advogado criminalista e especialista em segurança pública Fábio Marçal, a partir dos dados do CNJ.
Previstas na
Lei Maria da Penha, as medidas protetivas têm o propósito de assegurar que toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, idade, religião ou nível educacional, tenha direito a uma vida sem violência, com a preservação de sua saúde física, mental e patrimonial. São mecanismos criados pela lei para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar.
Marçal ressaltou que o nível de violência contra a mulher é preocupante. “Infelizmente, quando temos essa média de 32 concessões, integrais e parciais, de medidas protetivas de urgência, é preciso refletir. E casos gravíssimos de feminicídio continuam acontecendo no Espírito Santo. Não é culpa da polícia. É necessário mudar a cultura, fazer um trabalho de educação fortíssimo para mudar essa realidade”, advertiu.
Quanto à negativa, que tem menor proporção, o especialista pondera que isso pode acontecer por ausência de provas ou de outros tipos de documentos – ou materialidades – que vão apresentar a situação de violência doméstica. "Muitas vezes a vítima não consegue retratar a violência sofrida", resumiu o advogado.